Obrigado, dona Márcia

Até chegar o recado da dona Márcia Fortezza (muito prazer), não sabia por onde começar esta nossa conversa. Poderia ser com um repórter de rádio aqui de Ribeirão Preto que, domingo, informava seus ouvintes que “o time” da Ponte Preta é o mais velho em atividade no Brasil – mais de 100 anos. Se a conta é essa, seo Moisés Lucarelli ainda deve jogar no dente-de- leite — e a Conceição nem nasceu. Um pouquinho antes do jogo, uma jovem, entrevistada por outra rádio, aproveitou para denunciar que um repórter daquela emissora a engravidara e sumiu. Depois, um comentarista de outra rádio fazia coro com a torcida do Botafogo que chamava os campineiros de… Você sabe de quê.

No fim da jornada esportiva, o goleiro do Botafogo ganhou todos os prêmios – um relógio, um par de sapatos e uma noite num motel. O repórter perguntou se ele estava precisando ir a um motel. Juro que eu entendi esta resposta do goleiro: “Não, não estou precisando, mas vou levar a minha sogra…”. Será que é isso?!

Poderia falar, também, do desvario da meninada com esse bando chamado “Backstreet Boys”. Há idiotas (ou filhos de idiotas) ali que perderam um mês de aulas para dar plantão de espera na porta do hotel ou do lugar onde eles deram o show. Antigamente, criticavam as garotas francesas que, na Segunda Guerra, se vendiam por uma barra de chocolate. Aqui, garotas brasileiras comprometem o futuro, seduzidas por mensageiros dos colonizadores. Como diria minha vó, “dá um tanque de roupa pra cada uma!”.

Mas aí, chegou a mensagem da dona Márcia. Como ela sabe que os Correios demoram para trazer meu Correio, decidiu me antecipar as manchetes da edição de sábado. Conta, dona Márcia: “Gostaria de lhe  fornecer uma dica para uma de suas próximas crônicas: A omissão ameaça as matas nativas; Tornado causa morte e destruição na região; Guarani (o nosso) demite Carlos Alberto; Dia de assaltos, tiroteios e fugas; Vinda do Papa à Campinas é cancelada.”. Até o “pregado no poste” ela manda — de brinde.

Pregado no Poste: “Se nem o Papa quer vir à Campinas…”

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