O presidente, a alcaida e o Alecrim

 

Pois é, o monumento ao maestro Carlos Gomes e seus respectivos restos mortais não estão na Praça Carlos Gomes. Nem os do nosso poeta maior, Guilherme de Almeida, estão na Praça Guilherme de Almeida, mais conhecida por Largo do Rosário que, de Rosário, não tem nem a igreja. Também, esperar o quê? O Alecrim não está mais no Largo da Catedral… Falar nisso, senhora dona Izalene, que tal plantar um alecrim naquele largo? A senhora tem coragem?
O monumento ao maestro Carlos Gomes está na Praça Bento Quirino. Na Praça Carlos Gomes, está o busto de Ruy Brbosa. Os restos mortais do Guilherme de Almeida estão no mausoléu dos Constitucionalistas de 32, mas em São Paulo, e o busto do Hércules Florence não está na Rua Hércules Florence, mas esteve, pelo menos até há algum tempo, no Largo de São Benedito. E o São Benedito? Será o Benedito? E o Canteiro Santista, sabe onde fica? O Edmilson Siqueira sabe. É só ligar: 37.72.80.00, das 14 horas em diante. Ele também sabe onde foi parar o Beco do Rodovalho.
Continua perdidinha, querida prefeita? Então veja esta: sabe aquele monumento no alto da Avenida Campos Salles? Ele esteve no Largo do Rosário, até o ex-prefeito Ruy Novaes (grande prefeito, dona Izalene!) transferi-lo para o lugar certo. Campos Salles foi vereador em Campinas, governador do Estado, primeiro ministro da Justiça da República, presidente do Brasil e senador. Sabia? Ah bom!
Acontece, prezadíssima alcaidessa, que os restos mortais desse campineiro ilustre não estão naquele monumento a ele dedicado. Estão em São Paulo, no túmulo dele no cemitério da Consolação, precisamente na quadra 83, perto do túmulo, sempre florido, da Marquesa de Santos (que o brigadeiro Tobias de Aguiar e dom Pedro I não nos ouçam; nem leiam…). Segundo eu soube, cara alcaida, o túmulo está meio caidaço. Disseram que esse túmulo está numa listinha da sua amiga Marta Suplicy para futuro tombamento, mas ela anda meio sem grana para bancar a posterior manutenção.
Pode existir gente que defenda o traslado do Campos Salles para sua terra-natal e colocação no monumento lá do alto da avenida. Nada contra, mas quem deve cuidar da sepultura é a família, a senhora não acha dona Izalene? Obviamente, no caso do Alecrim, tem de ser o povo e sua representante a plantar outro. Afinal, a família dele éramos nós, campineiros, daqui, do mundo inteiro, e de Valinhos também…
Pregado no poste: “Dona Izalene é a Marta Suplicy brasileira”

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