O bom vendedor

É só uma dica. E como achei muito interessante, lá vai. Não conheço nenhum produtor, mesmo porque não existe, ou sequer alguém que tenha em estoque; não vou ganhar comissão alguma, portanto. O caso é que depois de tantos anos nesta profissão de contar a história à queima roupa, descobri como um colunista social consegue informações de algibeira para suas colunas. (Estou falando de colunista sério, preocupado em informar seus leitores, e não daqueles que quase não existem mais, felizmente, que faturam por fora, para publicar notinhas e `fotinhas` de dondocas e suas festinhas. Argh!!).
Sabe aquela expressão “tirar leite de pedra” ? Ainda é muito usada por chefes de reportagem de Norte a Sul, para justificar um dia sem assunto, de “pauta fraca” – quase nada para distribuir aos repórteres. Em outras paragens menos favorecidas. significa também não ter o que comer e é cada vez mais usada pela gente governada pelo sociólogo. Depois do que me contaram, em vez de leite de pedra, vamos acabar tirando pedra do leite.
O fato é que dia desses me carregaram para um almoço com o secretário de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras do Estado de São Paulo, o bom Antônio Carlos de Mendes Thame, um dos poucos homens públicos realmente competentes do Brasil. Restaurante “chique no úrtimo” e o Thame lá, atencioso, sério, humilde, como nos tempos em que eu o conheci, professor da centenária Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba. E foi lá que ele falou: “Sabe onde está o dinheiro? No fundo dos rios e em algumas, já poucas, muito poucas, propriedades agrícolas. Quem ainda tiver, pode vender que é o bom negócio do momento: pedregulho!”.
E explicou: “Com a quantidade de obras de duplicação de rodovias na região de Campinas, Piracicaba e no eixo Anhangüera-Washington Luís, o pedregulho acabou. Há cinco anos, o metro cúbico valia R$ 15,00. Agora, o pedregulho já vale R$ 80,00!”.
Alguém que chegou no fim da conversa e só ouviu “Pedregulho já vale R$ 80,00!” também exclamou: “Nossa, desse jeito o Quércia vai vender a cidade dele, uai!”.
Pregado no poste: “Tasso Jereissati e Roseana Sarney? Prefiro Sandy e Júnior”

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