Nossas vergonhas

“Noel Rosa morreu em 1937, e jamais houve inventário. Sua viúva, Lindaura, que viveu com ele dois anos, recebeu os direitos autorais até morrer, em 2000. Agora, os sobrinhos do compositor, os irmãos Irami e Maria Alice Rosa, que vivem em Nova York, enfim abriram o ‘inventário’ e o que descobriram? Noel não era casado! A suposta viúva recebia indevidamente pelos direitos, e assinava contratos como se fosse sra. Noel Rosa! Mais: a mais importante editora, Mangione, que reúne 300 obras do compositor, declarou à advogada do inventário, Gisele Carvalho, que desconhece o fato de Noel Rosa ter falecido! Sabe por quê? Porque vinha pagando indevidamente a quem nunca teve poderes para receber e decidir sobre a obra. Não era sem motivo que o próprio Noel dizia na canção: ‘Onde está a honestidade? Onde está a honestidade?’”. Hildegard Angel, 28.09.02.

“Ontem, fez 50 anos que Francisco Alves, o Rei da Voz, morreu. No Brasil, a data foi ignorada. Mas não em Londres, onde a rádio BBC homenageou o cantor em entrevistas com Ricardo Cravo Albin e Ivan Lessa.”  Ancelmo Góes,28.09.02

“Acredite. O tráfico da Favela Júlio Otoni, em Santa Teresa, no Rio, oferece ‘estágio’ para jovens a partir de 15 anos. Cartazes no morro anunciam o ‘trabalho pra cabra macho’, que exige ‘dedicação integral’, com salário de R$ 40 por dia e ‘treinamento com armas pesadas’”. Ancelmo Góes, 29.09.02

Organizadores de um evento da Abert, no Rio, ficaram chocados quando pediram ao Hotel Intercontinental um disco com o Hino Nacional, para a abertura solene, e lhes foram cobrados 100 dólares pelo ‘aluguel’. Nos quartos de R$ 437 a diária, sem café da manhã, o aviso: por ser ‘ecologicamente correto’, roupas de cama só são trocadas a cada três dias. Cláudio Humberto, 06.10.2002.

Picharam um dos mais importantes patrimônios de Campinas: a Escola Carlos Gomes, na Avenida Anchieta. Mais um atingido pelos adolescentes que não poupam nem as palmeiras imperiais da Rua Irmã Serafina e do Jardim Carlos Gomes. Rabiscos enormes tomam conta de nove das históricas árvores. Nada revela mais a sensação de abandono do Centro de Campinas do que as pichações. Basta ver, por exemplo, o prédio do antigo Cine Jequitibá, na Avenida Anchieta com General Osório. O Palácio dos Azulejos, a Escola Carlos Gomes, a estátua de Anchieta, o monumento ao Bicentenário, os barracões da Estação da Fepasa, o coreto e os monumentos do Jardim Carlos Gomes são vítimas desses jovens. Maria Teresa Costa, 05.10.02

Pregado no poste: “Estão mudando as moscas?”

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