Nos bancos e nas páginas-1

Domingo, a Kátia Nunes emocionou campineiros, corintianos, baianos, gregos e troianos, resgatando personagens que, há meio século, doaram bancos para descansar os visitantes do Bosque dos Jequitibás. Nossa! Seo Armindo Dias, seo Ezequiel e os bonequinhos da loja da Treze de Maio, o Romoaldo Geanfrancisco, do Bar do Voga e seus pastéis… Tempo em que o marketing dos empresários era simples e já ajudava a comunidade.

Coincidência: o Geraldo Trinca me manda uma preciosidade, exemplar do jornal “O Culto à Ciência”, de 4 de dezembro de 1946, que pertenceu ao ex-aluno Carlos David Siqueira de Camargo. Nossa mestra Zilda Kaplan Rubinski está lá, dividindo a responsabilidade da edição com Wilson de Almeida, Laís Lencastre, Lázaro Bahia e Célia Hoffmann.

E os empresários prestigiavam, anunciando no jornal da escola pública. E que escola! Vamos ler o que eles vendiam na Campinas de 1946? Termina amanhã:

Bazar Elegante, de Suzana Gottscholl, tinha confecções de blusas,  cintos e bijuterias. Bordados, pontos à jour (!), plyséss… Na Treze, 418.

Jarbas Corretor: casas, terrenos, hipotecas, permutas. Dr. Quirino, 1.440.

Para bailes e vesperais dansantes (naquele tempo, ninguém dançava com cedilha…), contrate a orquestra de Julinho, o “Band Leader” da cidade.

Canetas-tinteiro de todas as marcas: Tipografia Paulino.

Oscar Alves Cirino, clínica dentária, General Osório, 1.118.

Ganhe muitos cruzeiros comprando seu bilhete em “A Preferida”. Não vacile e tenha sua vida garantida. Barão de Jaguará, 1.143.

Ela não podia faltar: “Os melhores artigos para crianças na melhor casa da cidade. Casa Anauate, Largo da Catedral”.

Camisaria Paulista, artigos finos para cavalheiro. Barão, 1.155.

Senhorita, complete sua elegância vestindo-se com criações Di Lascio.

Artigos escolares, Nossa Casa, General Osório, 371.

Casa Maia, de Antônio Maia & Cia. Secos e molhados, louças, ferragens e completo sortimento de artigos domésticos. Costa Aguiar, 582.

O amigo quer ser elegante? É muito fácil. Use o famoso Chapéu Cury. Usado em Campinas, em S. Paulo e no Brasil (não é uma delícia?).

Desprendimento. Até a espetacular Escola Técnica de Comércio Campineira, do querido professor Messias Gonçalves Teixeira, anunciava no jornal da escola pública! Ficava na Lusitana 1.526.

Balalaika, a sua bomboniére. Glicério, 1089.

A Princesa d’Oeste, o seu magazin. Único estabelecimento especializado em artigos de esporte. Dr. Quirino com Tomaz Alves.

Então, inté amanhã.

Pregado no poste: “Até para rezar, político cobra do povo. Será o dízimo ou será a Benedita?”

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