Mentira de pescador

Bem que minha avó dizia: “Vá lá, feche aquela janela, porque, agora, nói vai falá de ladrón’”. Acontece cada uma, cada vez que vou a Marília! É só chegar e… A primeira foi na véspera do desembarque. Uma moça de 25 anos, chamada Kelly Cristina, tentou entrar numa casa pelo vitrô de um cômodo que dá para o quintal. Sei lá se é o vitrô da cozinha. A coitada subiu na cadeira, passou a cabeça, a cabeleira enorme, um ombro… Mas o outro entalou. Gordinha, a Kelly. Forçou a barra e morreu asfixiada. Não conseguiu gritar por socorro, talvez com medo dos vizinhos ou da polícia, e foi-se.

Ninguém avisou aos ladrões de Marília que a semana passada não estava para os ladrões, para os vitrôs, nem para os peixes, muito menos para os pescadores.

É só falar em pescadores que a meninada do Ciro Porto, aí da EPTV, já fica toda agitada. É que os jornalistas do “Terra da Gente” são os únicos pescadores do mundo que não podem contar mentiras de pescador. Queria ver  o Ciro, o João Carlos Borda, o Raul Dias Filho ou a Maraísa Ribeiro diante da câmera, em pé no barco, abrindo os braços e dizendo: “Pesquei um pacu deste tamanho!”. Mas sem mostrar o peixe. Quem, como nós aqui em casa, vê o “Terra da Gente” como se estivesse na barranca do rio, ia atirar as minhocas na cabeça deles, uai! (Um dia, a gente acaba pescando algum, sem sair do sofá.)

No dia seguinte, apareceu outro vitrô no caminho de um ladrão de Marília. Essa foi gozada. O Teotônio – parece que é esse o nome da peça – entrou no quintal de uma casa vazia, subiu no muro e viu que o vitrô da casa vizinha estava aberto. Sabe o que ele fez? Olhe a criatividade do gatuno (Gatuno? Essa é do tempo em que o Renato Otranto era gandula do Guarani, usando macacão do Garbeline!). Então. O gatuno votou pra casa, pegou sua vara de pescar e retornou ao local do crime. Com toda habilidade que o diabo lhe deu, conseguiu lançar o anzol pelo vitrô e fisgou uma bolsa sobre a mesa da cozinha da outra casa!

Quando a dona da casa entrou na cozinha, ainda viu a bolsa ‘voando’ em direção ao vitrô e só deu conta de que era um furto quando a dita cuja, com alça e tudo, passou pela janela. Gritou. Fez um escarcéu! Os vizinhos saíram para a rua e pegaram o pilantra. A polícia chegou logo. Sabe o que esse pescador falou para o delegado?

— O senhor me desculpe, doutor! Eu confundi a bolsa com um peixe…

Vá ser mentiroso assim, lá no Terra…, digo, lá no Raul Gil, seu coió das dúzias!

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