Jacqueline Myrna viveu em Campinas

Quem já chegou aos 50 está todo fascinado. Lembram? Ela veio de Paris e arrasou. Fez novela e shows na TV Excelsior, teatro, filmes de Walter Hugo Khouri, cantou com Jair Rodrigues antes da Elis, e cativou na Praça da Alegria, do Manuel da Nóbrega. Com aquele sotaque só dela, consagrou duas cidades paulistas: “Arrarraquarra” e “Guarrarrema”… Sumiu. Há uns vinte anos, movemos mundos e fundos atrás daquele mito. Nem o repórter Reali Jr., correspondente do “Estadão” e da rádio Jovem Pan em Paris, e contemporâneo dela na TV Record, conseguiu achar uma pista que fosse da Jacqueline. Uma linda mulher!

Navegando atrás dela na Internet, encontrei: ‘Jacqueline Myrna’! Descobri que ela morou aí no Bairro do Guanabara, freqüentou o Círculo Militar, o Cultura, a Fonte… (Puts! Acabo de dar um nó na cabeça do Geraldo Trinca, do Mossa, do João Tojal, do Cheda, do Treco, do Iberê Godoy… Como? E vocês nem perceberam?). Mandei uma mensagem e a resposta veio logo, seguida de outra. Vejam:

“Prezado Sr. Moacyr!

Eu não sou a Jacqueline Myrna que encantou os brasileiros e encantou meu pai, em 1966, em Jaboticabal – SP — daí o meu nome. Sou a filha caçula e temporã. Acredito que esta Jacqueline esteja beirando seus setenta anos. Gostaria de tê-la conhecido, ver fotos dela; deve ter sido uma sexy simbol da época, não é? A revista onde ela saiu na capa e de onde meus pais tiraram o nome foi perdida quando nos mudamos para Campinas. E na época eu era pequena, não sabia a dimensão de seu sucesso. O sr. não é o primeiro que me faz esta pergunta. Se o sr. tiver fotos e como mandá-las via Internet, por favor… gostaria muito de ver!

Até a próxima!…

Não estudei no Culto à Ciência, mas no Instituto Educacional Imaculada, na Barão de Itapura. Já ouviu falar? Creio que esta francesinha não seria aceita no Imaculada. Embora meus pais ainda morem em Campinas, eu vou muito pouco para aí. Morei no Guanabara, os clubes que eu freqüentava eram o Círculo Militar e o Cultura. Ah! Às vezes, eu ia à Fonte São Paulo. Despeço-me, pois tenho que buscar meus ‘pimpolhos’ na escola. Até breve. Ah! Procure fotos da moça.”

A Jacqueline brasileira quer conhecer a Jacqueline francesa. Vamos ajudá-la? A nossa mora em Santa Rita do Sapucaí, nas Minas Gerais. Se alguém ainda tiver fotos da Myrna guardadas no baú da adolescência, pode enviar à nossa pelo e-mail jacquelinecelani@plena-aut.com.br.

Pregado no poste: “Quem nasce pra Carla Peres nunca chega a Jacqueline Myrna”

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