Ingenuidade?

O sítio britânico “Darwin Awards” pesquisou em 2003 a maior idiotice cometida no mundo. Sabe quem ganhou? Um brasileiro chamado Manuel (Manuel Messias Batista Coelho, que deve descender de esquimós…). Teve 81% dos votos, porque ao inspecionar um tanque de gasolina, acendeu um isqueiro e… Em segundo lugar ficou um casal inglês que morreu atropelado enquanto transava numa rodovia. Em terceiro, um tal de Phil, da Nova Zelândia, que para trocar o pneu do carro, usou a bateria como suporte do macaco. O veículo caiu em cima do gajo neozelandês, que morreu intoxicado pelo gás da bateria. E ele trabalhava numa empresa de prevenção de acidentes…

Olha, essas ingenuidades são comuns no mundo e a lista é grande: a Eletronorte construiu na Amazônia uma hidrelétrica no rio errado; uma prova pedestre na cidade do Porto foi cancelada porque o tiro de partida pegou no pé do favorito; na mesma Londres daquele casal maluco, fizeram um trem de metrô mais largo do que o túnel; em Lisboa, o trem ficou maior do que a plataforma da estação e as portas sempre se abriam para as paredes; na gravação de uma novela mexicana, deram uma arma carregada para o mocinho, que matou o que fazia o bandido; em Portugal, na reconstituição de um crime, também deram arma carregada para o bandido, que matou mais um; na França, fizeram um avião, mas na hora de montar as partes, emendaram o nariz na cauda – o velho De Gaulle ficou uma arara, porque não entendia nada do que via; ele mesmo, coitado, que viu franceses construírem um porta-aviões onde aviões só podiam pousar, jamais decolar — a pista era pequena; aqui, a Caravela do Taquaral encalhou no lançamento e uma autoridade sugeriu pôr um trator na outra margem para puxá-la até o meio da lagoa; no campo da Portuguesa de Desportos, fecharam a arquibancada de concreto e esqueceram o guindaste lá dentro: tiveram de demolir para o mostrengo ser retirado. Chiii!!! Não acaba mais!

Em Campinas, uma comissão de vereadores encarregada de estudar um novo local para a Rodoviária concluiu que seria melhor nomear uma comissão para estudar um novo lugar para a Rodoviária. Aqui, também fizeram um concurso público e mandaram os 90 mil candidatos assinar o nome – isso não é ingenuidade nem burrice. Ainda em Campinas, aceitaram fazer o Carnaval de rua com a mesma pessoa que no passado ficou com a verba que ninguém mais viu. Isso não é burrice nem ingenuidade. Este ano, a cidade vai eleger novo prefeito. Esperamos que os eleitores não sejam burros nem ingênuos.

Pregado no poste: “A ocasião faz o ladrão, mas alguém faz a ocasião”

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