Homenagem

Fui correndo avisar o Moacir Japiassu, contemporâneo de ‘Jornal da Tarde’, “paraibano de nascença, mineiro de passagem, paulistano de adoção”, segundo o jornalista José Neumane Pinto. O que saiu sábado passado no sítio do jornal ‘O Globo’ é recorde mundial de “jornalice”, como diz o ilustre mestre José Alexandre dos Santos Ribeiro. “Sussu” é um grande colecionador de gafes da imprensa – honrou com seu trabalho várias redações brasileiras e não deixa passar besteira alguma, ajudado por seu secretário, o Janistraquis. Agora, ele comunica toda quinta-feira no “Comunique-se”, importante sítio brasileiro para jornalistas. Jornalistas o conhecem e o admiram, mas todos deveriam conhecê-lo. Personagem imperdível.

Já se viu muito escorregão na imprensa, alguns conhecidíssimos, como a manchete do extinto ‘Notícias Populares’, quando Sérgio Ricardo, cheio das vaias num Festival da Record, quebrou o violão, jogou na platéia e acertou uma jovem: “Violada no auditório”. No mesmo jornal, sobre a garota que comeu um hot-dog e foi parar no hospital: “Cachorro fez mal à moça”. E aquela chamada na capa de uma revista de economia: “Empresário assusta o mercado com o tamanho do seu negócio”… No ‘Estadão’ saiu “Padre obra milagres’; nos anos 70, saiu assim num jornal de Campinas: “Exposição de cães lembra diretor do Diário” e aqui no nosso ‘Correio’, “Nova Vara para Campinas é pinto pacífico”, fora a “Bundinha do Segalio foi muito apreciada”, referindo-se à banda o querido vereador Orestes Segalio. Na época do Plano Cruzado, a manchete de um jornal catarinense: “Bois somem em SP e Tuma volta ao pasto”. Olhe que pérola: “As fantásticas ruínas romanas de Pompéia, a cidade dizimada pela larva de um vulcão e trazida à superfície em 1959.”

Há alguns poucos anos, o Japiassu até lançou um livro pela editora Jornal dos Jornais: “Jornal da Imprença”. Só para você ficar louco para ler:

“Cavalo crioulo escolhe jurados para Esteio”; “Surdos-mudos cantam e recebem benção do sumo Pontífice”; “São Paulo pode ser considerada a oitava cidade dos Estados Unidos em número anual de crimes”; “Nome: Jorge Amado; data e local de nascimento: 10/08/1912, em Belo Horizonte”;
“Ao contrário do que saiu ontem, Jesus Cristo não foi enforcado, e sim crucificado”.

Agora, o que saiu no site d’O Globo, sábado, é duro: “Cláudia Abreu mete e sente medo”. O redator explicou que ela ia interpretar “Pluft, o fantasminha”. Daí…

Pregado no poste: “Doutor Roberto não vai gostar…”

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