Heróis e carrascos

Assim se constrói a riqueza:

“Em assembléia realizada em Campinas, no dia 30 de janeiro de 1868, sob direção do presidente da Província, dr. Joaquim Saldanha Marinho, fundou-se a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, cuja primeira diretoria era constituída dos srs. drs. Clemente Falcão de Souza Filho, Francisco Antônio de Souza Queiroz, Martinho da Silva Prado, Bernardo Avelino Gavião Peixoto e Ignácio Wallace da Gama Cochrane. Os trabalhos de construção e início da linha começaram em 15 de março de 1870, sendo efetivamente inaugurada em 11 de agosto de 1872, com a extensão de 44 quilômetros em via singela de bitola larga (l,60m).” Vanderlei Antônio Zago, in ‘Memória Fotográfica das Estradas de Ferro em Campinas’.

“Pela Lei Provincial de 21 de Março de 1872, foi organizada em Campinas a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, sendo a primeira diretoria composta pelos srs. Antônio de Queiroz Telles, José Egydio de Souza Aranha, Antônio Pinheiro de Ulhôa Cintra, Joaquim Quirino dos Santos e Antônio Manoel Proença; sendo que em 2 de dezembro de 1872 foi cravada a primeira estaca, iniciando-se a construção da linha. O primeiro trecho da ferrovia, de 34 km de extensão e bitola métrica, entre Campinas e Jaguary, foi festivamente inaugurado em 3 de maio de 1875, com a locomotiva ‘Jaguary’ tracionando cinco carros de passageiros, partindo de Campinas às 11h45. O prolongamento dessa linha, até Mogi Mirim, foi inaugurado em 27 de agosto de 1875. O trem inaugural partiu de Campinas ao meio-dia, levando S. M. o Imperador d. Pedro II, o Presidente da Província e um grande número de convidados. E a Mogiana começou a crescer.” Vanderlei Antônio Zago, in ‘Memória Fotográfica das Estradas de Ferro em Campinas’.

“Em 28 de novembro de 1889 é fundada em Campinas a Companhia Ramal Férreo Campineiro, tendo a sua primeira diretoria composta pelos srs. drs. Ignácio de Queiroz Lacerda, José Paulino Nogueira e João Proost Rodovalho. O primeiro trecho da ferrovia, que começava ao lado da estação da Companhia Paulista, seguia até o Arraial dos Souzas, com extensão de 17 km e bitola de 0,66m., utilizando tração a vapor. O trecho inicial foi festivamente inaugurado no dia 20 de dezembro de 1893. O segundo trecho ia do Arraial dos Souzas até Joaquim Egydio, onde a linha se dividia em dois ramais: um até Cabras e outro, até Dr. Lacerda.” Vanderlei Antônio Zago, in ‘Memória Fotográfica das Estradas de Ferro em Campinas’.

“No dia 22 de Setembro de 1890, organizava-se em Campinas a Companhia Agrícola Funilense, mais tarde Estrada de Ferro Funilense, sendo diretores os srs. Barão Geraldo de Rezende, Vicente Fonseca Ferrão e José Guatemozin Nogueira. A ferrovia foi inaugurada em 15 de setembro de 1899, com 45 km de extensão e bitola de 0,60m.. Partindo de Campinas (Guanabara), passava pelas estações Santa Genebra, Deserto, José Paulino, Engenho, João Aranha, Funil e Barão Geraldo de Rezende. Os trens partiam às 7h00 e chegavam ao ponto final às 9h30.” Vanderlei Antônio Zago, in ‘Memória Fotográfica das Estradas de Ferro em Campinas’.

Assim se destrói a riqueza:

“Há uma semana, a população de Campinas não pode contar com os serviços dos trens da antiga Fepasa, hoje administrada pela concessionária Ferroban, desde o dia 1º de janeiro. A Ferroban anunciou que todas as linhas de trem que servem o Estado no transporte de passageiros terão seu funcionamento interrompido a partir de hoje.” Maria Rita Alonso, in ‘Correio Popular’ 18.01.99.

Pregado no poste: “O último que fugir apague a luz da estação”

 

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