Fim do mistério?

Oliveira, foi a glória. Não a Glória Menezes nem a Glória Maria. Foi a nossa glória. Ontem à noite, o Faustão encerrou o programa, abrindo a celebração dos 40 anos da Rede Globo. E chamou o símbolo da Vênus Platinada para deslanchar as comemorações. Ele disse com todo o orgulho de quem teve a ventura de estudar lá: “A melhor aluna do Colégio Culto à Ciência: Regiona Duarte!!!”

Parece que agora vai. A história mais misteriosa que já contaram sobre as estripulias de ex-alunos do Colégio Culto à Ciência poderá ter os nomes de seus protagonistas, finalmente, revelados. O ‘causo’ aconteceu às cinco e meia da tarde, justamente quando alunos de outras escolas se juntavam na porta do “Culto” para assistir ao desfile das meninas mais bonitas de Campinas, segundo relato original do Nistinha, em 1998.

Antes, mais duas historinhas rápidas, contadas pelo Guilherme Nucci. Um aluno, o Sampaio, de propósito, deixou cair a tampa da carteira. Fez um barulhão danado e assustou a classe inteira. Na Diretoria, levou uma advertência do querido doutor Telêmaco: “Excluído da aula por bater carteira.”.  Outro estudante, o Vieira, enforcou uma aula e na hora de voltar para o colégio, precisou pular o portão, que ficava sempre fechado. Pego em flagrante, teve anotado na carteira o seguinte comunicado aos pais: “Suspenso um dia por passar por um portão fechado.”. Ah! Mais uma: outro aluno chegou correndo, já batia o sinal, e esqueceu-se de pôr a gravata. Falta gravíssima naquela época. O diretor de então, professor Euclides Pinto da Rocha, mandou de volta pra casa com a seguinte anotação em sua caderneta: “Suspenso um dia por chegar à escola despido.”. Só um lembrete: naquele tempo, ser suspenso ou advertido pela diretoria ou professores era uma vergonha – ninguém vira herói da classe por ser baderneiro.

Quanto à chispada, é o seguinte: telefonaram não se dei onde. Voz de homem: “Sabe aquela chispada pelada que um aluno deu na saída da aula, lá por 1973-74? Aquela que, de vez em quando, você escreve no Correio? Pois é. Ele saiu peladão pela rua Culto à Ciência, com o rosto escondido por um saco de papel, para não ser identificado, mas uma garota exclamou: ‘Olha! É o B!…’. Pois bem. Depois de tanto pressionar, os dois combinaram se apresentar na festa do dia 18, lá no ginásio da Unicamp, e contar pra todo mundo como ele teve a coragem de se exibir para os alunos na saída da escola e como ela descobriu quem era ele.”.

A voz misteriosa garante que não foi pelo “porte atlético”, como desconfia o Nistinha, que ela sabia que era o “B”. Não sei quem me telefonou. Insisti, mas ele disse que só no dia da festa.

            Mais: o Roberto Zamataro recebeu mensagem de um ex-aluno confessando um amor platônico por um professor, nos anos 70. Não sei se ele vai contar na festa quem era o mestre.

Pregado no poste: “Essa festa vai dar o que falar.” “Hei, minha senhora! Aonda vai? Tá perdida? Valinhos é pra lá!”

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