Essas campineiras

Dia Internacional da Mulher, amanhã. Elas estão vencendo essa “guerra dos sexos” e dia chegará em que as mulheres permitirão que seja celebrado o “Dia Internacional do Homem”. Vão incentivar a edição de “Suplementos Masculinos” nos jornais e até as revistas masculinas perderão mercado para as revistas femininas. Pegue os grandes jornais e revistas: a maior parte das reportagens já é feita por elas. Nessas publicações, a seção de piadas virá com anedotas preconceituosas contra os homens, como aquela que diz: “Adão é rascunho feito por Deus e Eva, a mulher, Sua obra-prima”.
Por falar em Deus, terão de mudar um de Seus Dez Mandamentos, que terá a seguinte redação: “Não desejar o homem da próxima”. A missa será celebrada por bispas, cônegas, vigárias e “ma-senhoras”. E no Natal virá a “Mamãe-Noel”, obviamente sem saco, mas puxando um carrinho de supermercado.
Vão dizer que o homem diz tudo o que pensa mas não pensa em metade do que diz. O poeta Thiago de Melo deverá também escrever o “Estatuto da Mulher”. As regras de etiqueta vão mudar, porque a partir de agora será “primeiro os cavalheiros depois as damas”. Se publicarem que Eva foi o primeiro clone da Humanidade, vão chiar. Os homens terão de pleitear junto ao governo a criação do ”Conselho Estadual da Condição Masculina” e até a instituição da “Delegacia da Defesa do Homem”. O Dia dos Pais será mais comemorado do que o Dias das Mães. Elas já dividem a apresentação do Jornal Nacional e são 40% do contingente do Exército. Demoliram o “Clube do Bolinha”.
Tudo isso está certo. Onde elas chegam, tudo muda – para melhor. Aqui nestas Campinas, mesmo, muitas mulheres também fazem a face digna da nossa história e duvido que, no lugar delas, algum homem faria melhor. São únicas no que fazem ou fizeram.
Uma médica: doutora Sílvia Brandalise.
Uma poetisa: Teresinha Ferrão
Uma advogada: Maria de Lourdes Pimentel
Uma vereadora: doutora Sylvia Simões Magro
Uma professora: Lydia Helwig
Uma pesquisadora: Lucia Helena Signori Melo de Castro
Uma atleta: Odete Valentim Domingos
Uma ponte-pretana: Dona Ana
Uma bugrina: Teresa Gozzi
Uma jornalista: Célia Farjalat
Uma bibliotecária: Otávia Maia
Uma lição de vida: Zilda Rubinski
Uma bisavó: Olga Müller de Campos
Uma avó: Guiomar Sacomã (concorda, Beto Godoy?)
Uma professora de Educação Física: Otília Forster
Uma telefonista: Vanda Cecconi
Uma primeira-dama: Marília Amaral
Outra primeira-dama: Senhora Batrum Cury
Uma benemérita: Silvia Paschoal
Outra benemérita: Célia Pescarini
Uma vizinha: Dona Chiquinha do Amaral Lapa
Uma inspetora de alunos: Gladys
Uma conselheira: Nenê Godoy
Uma cantora lírica: Niza Castro Tank
Um exemplo para a meninada: Celly Campelo
Uma enfermeira: Áurea Cardoso
Uma alegre lembrança: a Gilda
Uma atriz: Regina Duarte
A miss: Carmen Sílvia Ramasco
Uma saudade: das mães que partiram sem nos deixar
Uma orientadora educacional: Celina Duarte Martinho
Uma Constitucionalista: Zezé de 32
Uma escritora: Thelma Guimarães Castro Andrade
Outra escritora: Cláudia Pacce
Uma injustiçada: Silvia Ribeiro, lavadeira, 25 anos, cinco filhos, renda mensal de R$60, sem-teto do jardim Santo Antônio.
Uma mulher: Marias, Aparecidas, Teresas, Reginas, Márcias, Gabrielas, Anas, Paulas, Danielas, Déboras, Martas, Cecílias, Fernandas Campineiras da Silva, dos Santos, de Sousa, de Oliveira, de Jesus e de todos nós.
Pregado no poste: “As mulheres aceitam uma ‘deusa’ acima de todas as coisas?”.

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