Essa polícia…

Naquela cidadezinha de Mato Grosso do Sul, o delegado era apaixonado por um repórter de nome Agnaldo. Uns dias antes, a polícia pegou um bandido, “vulgo Cabelo”. Na redação, em Campo Grande, Agnaldo ligou para o delegado:

— Você vai soltar o cabelo hoje?

(Silêncio, olhos arregalados)

— Chefe, eu não vou fazer essa reportagem, não. Mande outro. O delegado disse que se eu preferir ele solta o cabelo e põe uma camisola grená! ‘Sartei’!

PMs levaram um traficante para depor em Nuporanga. Na saída, viram no jardim vários pés de maconha. O jardineiro, que deve conhecer as ervas, malditas ou não, convenceu os meganhas: “Pensei que fosse mandioca!…” No “Jornal da Globo”, Ana Paula Padrão comentou: “Maconha no nariz da Justiça!? (Precisava ser cocaína, Ana?)

Acusado de assaltar dois estudantes, após ver seu comparsa preso por guardas municipais, Jorge Andrade Batista Júnior exibiu ousadia extrema: foi ao distrito forçar as vítimas a negarem o roubo. Chegou a sentar em uma das cadeiras da sala de espera da delegacia vestindo o blusão roubado de uma das vítimas. Insinuava ameaças aos estudantes assaltados, quando um policial civil percebeu a intimidação (demorou, hein?). Conseguiu fugir. Foi em Campinas.

Jandson Farias Pinto fugiu pelo vitrô do Plantão Policial, em Ribeirão Preto. Para abrir as algemas que o prendiam a um cano pelos pés e um dos pulsos, usou tiras do copo de plástico que usara para tomar água. As algemas foram enviadas ao Instituto de Criminalística. “Queremos saber como ele agiu”, diz o delegado. Ora, doutor, pergunte ao bandido.

Preso fugiu da cadeia de Franca vestido de mulher. Vestido, modo de dizer. Parecia uma mulher de calças compridas, porque não teve como depilar as pernas. Enganou fácil, fácil, a polícia, usando peruca: “Feita com chumaços de cabelos de colegas de cela”, explicou, irônico, ao ser recapturado dias depois.

Em Patrocínio Paulista, todos ficaram sabendo, o delegado quis bater nos músicos de pagode, porque eles não quiseram tocar nada do Roberto Carlos, no baile do “Clube da Meia Noite”. Resultado, apanhou feito boi ladrão e está com a mandíbula enfaixada. Agora, só pode ouvir músicas do Roberto. (Essa polícia? E essa imprensa, que não foi atrás do Roberto para ver o que ele diz sobre esse fã ardente, digo, ardoroso?).

Sete da manhã, a mulher aflita ligou para a redação do “Correio”. A repórter Gabriela Dobbner atende:

— Minha filha, três homens armados invadiram a casa da minha vizinha e a família está lá!

A ‘alemãzinha’ pegou o fotógrafo e se mandou. Patético:

— Cadê a polícia? A senhora chamou a polícia?

— Eu não! Chamei vocês, uai!

Pregado no poste: “Não faça do repórter um policial; a vítima pode ser o leitor!”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *