Era o velhinho!

A falta de equipamentos adequados leva neurocirurgiões de hospitais estatais do Rio de Janeiro a usar furadeiras de marceneiros para abrir a cabeça de pacientes nas operações.

Aqui, entre Viracopos e Vinhedo, seqüestraram um dentista e obrigaram o coitado a retirar a bala do pescoço de um bandido com canivete.

Ali, entre Limeira e Arthur Nogueira, o espelho redondo do teto caiu em cima do casal que estava no quarto do motel. Em Ribeirão Preto, a válvula da descarga da privada estourou e acertou o umbigo do vizinho, com toda a força. O berro foi ouvido em Cravinhos, berço do Rogério Verzignasse (não foi bem no umbigo).

Duas cooperativas de produtores de leite, uma de Uberaba e outra de Passos, em Minas, envenenam o leite com soda cáustica e água oxigenada – são 450 mil litros de leite venenoso espalhados pelo Brasil por dia!!! Já tomou sua dose hoje?

Isso é assunto pra mais de uma semana neste interiorzão

Antigamente, o que dava ti-ti-ti o mês inteiro é esta história do Noventa (Conhece o Noventa? Irmão do finado Quarentinha. Jogavam o fino da bola. Nos campos, fazia dupla de zaga com Toninho Gato).

Aquele quarteirão enorrrme da Zé Paulino, entre o Centro de Saúde e a bifurcação com a Barão Geraldo de Rezende, era chamado de “bicholândia”, tamanha a concentração de bicheiros por metro quadrado. No máximo 40 metros separavam um do outro – uma meia dúzia.

É o Noventa que se lembra dessa passagem:

Nessa galeria zoológica, ficava o armazém do seo Higa e da dona Teresa, sede informal do Esporte Clube Internacional e sua filial de futebol de salão, o Kan Kan. Da porta desse armazém, sob o comando de Mauro Higa, partiam os times para jornadas dominicais na região e adjacências. Todos confortavelmente sóbrios e acomodados na carroceria de um caminhão. Mauro e Kadão na boléia.

Num daqueles preparativos, Toninho Gato aproveitou o descuido, entrou na casa e, no quarto, deparou com um velhinho, baixinho, magrinho, dormindo — a carteira no criado-mudo, recheada. O velhinho despertou e partiu atrás do Toninho Gato. Sorte do velhinho: o ladrão já estava bêbedo e não foi longe. A polícia, chamada pelo seo Higa, levou os dois lá pra cima. O delegado ficou feliz:

— Toninho, como recompensa, você está solto. Há anos queremos pegar esse velho, mas ele pulava de pensão em pensão e fugia da gente. É ele quem banca os bicheiros daquele pedaço.

Pregado no poste: “Caros amigos do alheio”

 

 

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