Entre a cruz e a cadeirinha

MOACYR CASTRO

 

Já sei! Desculpem! Antes que mineiros me mandem para o sertão de Goiás, para onde Tonico e Tinoco mais Chico Mineiro fizeram a última viagem, eu me corrijo. Domingo, troquei Caldas por Caldas Novas, na hora de contar a história de outro mineiro desconfiado. Caldas é a terra da Mina do Cercado, grande reserva de urânio. Ali, os operários trocam a correntinha do santo pelo contador Geiger, quando entram na cratera – aquilo dispara feito metralhadora, quando o nível de radiação sobe e convida a todos para uma retirada. Quer se divertir? Passeie com um ‘Geiger’ pelas ruas de Poços de Caldas, ali pertinho, por exemplo. As “otoridades” juram que não há perigo, mesmo se houver “ra-ta-ta-ta”… (Sou do tempo em que contador Geiger fazia ra-ta-ta-ta; hoje, nem sei se isso existe.).

Foi uma semana erros. Para não sair de Minas, a campineira Trip anuncia nos portais da vida vôos de Ribeirão Preto ao Rio de Janeiro, com ponto final no aeroporto Santos ‘Dumond’. Tiraram o Pai da Aviação do ‘monte’ e tentaram colocá-lo no ‘mundo’. Avisada do erro, a Trip nem se abalou. O mineiro Alberto continua em cima do monte, olhando para o ‘mond’. Errar é humano, mas dependendo do erro, quando uma empresa aérea erra, pode ser desumano.

E a nossa prefeitura? Veja se é possível avisar aos motoristas numa faixa deste tamanho, com recado mais comprido do que letra de tango. Será que dá tempo de ler: “Semana educativa de conscientização sobre o uso correto dos dispositivos de retenção para crianças transportadas em veículos. Lei nº 13.807 de 26 de março de 2010”? Sabe o que é “dispositivo de retenção para crianças”? Não, não é rolha nem prendedor para evitar que seus filhos e filhas façam xixi na cama. É a famosa “cadeirinha”, que a lei obriga colocar nos carros, para proteger a petizada. Parece o Maluf, que chama via expressa de “bulevar periférico de trânsito rápido”. O Augusto Ramasco espera reposta da Emdec até hoje.

Que ninguém alegue duplo sentido. A Polícia Federal apreendeu um barco prostíbulo no Rio Paraguai e um jornal de Campo Grande mandou ver na manchete: “Polícia pega barco de piranhas”. Dia 26 agora, a esposa de um oficial das forças armadas foi ao motel com um empresário, em Rio Branco, no Acre. Depois de tudo o que fizeram um ao outro, ele entrou no banho e, quando saiu, a mulher estrebuchava em convulsão na alcova, com um furo perto do pescoço. Ele gritou por socorro e o hotel chamou ambulância e polícia. Ela se salvou no hospital e ele ficou na cela, acusado de homicídio. Quando procurava a bala do crime, investigadores descobriram dentro do colchão uma ninhada de jararacas. O amante quer a fiança de volta. Manchete do jornal ‘Meia Hora’: “Mulher à beira da morte depois de levar picadura no motel”.

Pregado no poste: “Diz a loira para a grávida: ‘Se for bebê, não dirija!’”

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