Enredos da Gerimunda

Se a Gerimunda imitasse o crioulo doido do Stanislau Ponte Preta e fizesse um samba com as histórias que sabe do Carnaval de Campinas, iriam parar no xilindró ela e seus personagens. Gerimunda só conta os nomes de dois, e que estão nesta história:

Nas noites de sexta-feira, acontecia o Baile de Gala do Tênis, com concurso de fantasias, transmissão da TV Excelsior e participação de carnavalescos consagrados. O show ficou por conta de um deles, o mais badalado, Clóvis Bornay, durante entrevista histórica ao saudoso Eliseu de Oliveira Gouveia, na Rádio Educadora:

— Clóvis Bornay fala ao microfone da Rádio Educadora de Campinas, PRC-9, potência de 15 quilos na antena!

— Quantos quilos!?

— Quinze.

— Ai que antenão!!!

Tanta gargalhada, que ninguém conseguia entrar no ar e salvar o Eliseu.

Um jovem “socialaito”, quase celebridade e conhecido por sua macheza, conseguiu da esposa “socialaita” alvará para pescar com amigos no Rio Paraná, durante o Carnaval. Na Quarta-feira de Cinzas, quando a revista ‘O Cruzeiro’ chegou a Campinas com as fotos da festa em todo o Brasil, lá estava ele, fantasiado de “Libélula Deslumbrada”, no baile das dondocas. A caminho de casa, o ‘machão’ viu suas malas jogadas na calçada da Silva Telles e deu meia volta. Nem Gerimunda sabe onde ele foi parar.

O cabeleireiro conhecia a difícil situação financeira daquele jovem casal. E jogou a proposta, enquanto cuidava das madeixas da desesperada moçoila: “Queridinha, somos amigas desde infância e estudei com seu marido. Sei de tudo e, você sabe, sou ‘discretíssima’. Tenho algumas reservas. Se você me emprestar o fulano para passar comigo este Carnaval, resolvo tudo”. Gerimunda não conta os santos, mas jura que o milagre se deu.

Um craque, bem casado, foi flagrado no exame anti-dopping, logo no primeiro jogo após o Carnaval. Estimulante diferente aquele. Deixou os médicos encafifados. Depois de muita pressão, investigação e confissão, os doutores descobriram que a substância estava na fórmula de um gel lubrificante usado pela amante… Não foi punido nem o caso, divulgado.

Esta não é da Gerimunda: nem agulha no palheiro, nem pêlo em ovo, muito menos chifre em cabeça de cavalo. Maria Guiomar, hoje ilustre senhora de nossa mais esbelta sociedade, perdeu a lente de contato em pleno salão do Clube Semanal de Cultura Artística. Achou! Estava embaixo de um confete!!!

Pregado no poste: “Se não dirigir, beba!”

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