Em pé?

Quando a Mary Quant lançou a minissaia, em 1966, um amigo meu, o Waldemar Cecconi Sobrinho, viu a novidade na vitrine da Casa Anauate, na Treze de Maio, e profetizou: “Do jeito que o decote abaixa e a barra sobe, logo veremos o encontro triunfal dos dois”. Falta pouco. Ou não falta nada? E a Anauate também foi a primeira a vender biquíni em Campinas. O biquíni, mesmo, filho do “duas-peças” com a “frente-única”, logo foi superado pelo monoquíni, em 1964, pela tanga, pelo fio dental, e capitulou diante do topless. Agora, só falta a mulher virar no avesso.

Depois da minissaia, nada mais aconteceu. E o que acontece é cópia.

Você se lembra do vestido saco, que tirava a cintura da mulher e deixava todas com jeitinho de grávidas? Depois, veio o “meio-saco” (?), com cintura marcada só atrás. (Esquisito “meio-saco”, né?). Será como “meia-calça”? Essa é só para quem tem meio bum-bum… Deve ser. Cada um que aparecia levava um nome: balão, tubinho, colher, charleston (lançado em 1927); com babado, pregueado, rodado, plissado, blusado, estampado, colado, recheado. Sei lá o que é isso. “Deus é justo, mas a saia dela…” – assim falou o Treco no dia em que a… uma aluna do Culto á Ciência chegou. E o Bugue rebateu: “Em compensação, Deus é grande, mas o busto da…”.

Sábado, a repórter Flávia Martelli, da TV Clube, aqui de Ribeirão Preto, mostrou que, agora, as calças estão encurtando de novo. Começou com um filme do Mazaropi exibindo aquelas calças pula-brejo que ele usava, e os “chiques” chamavam de “jeca”. A Flávia comparou o comediante com imagens de mulheres pelas ruas a desfilar com tudo quanto é tipo de calça. E terminou com uma vendedora lembrando que essas calças já se chamaram pula-brejo, corsário, palito, cigarrette… Pensei em voz alta: “Minha mãe chamava isso de cagá em pé.”

Aquela santa que mora aqui em casa deu bronca: “Olha as crianças!”. De fato, um tem 21 anos e outro, 19. São corinthianos e, talvez por isso, nunca ouviram palavrão.

Pregado no poste: “A Marta Suplicy é a Xuxa do PT?”

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