Em nome dos nomes

Terça-feira passada, cometi duas injustiças nesta nossa conversa, ao comentar nomes de escolas municipais que nada têm a ver com Campinas. Baseado numa lista fornecida pela Prefeitura, elaborada na gestão do saudoso Grama, o documento relaciona uma das escolas apenas com o nome Castinauta e outra como Cha II Sun. Para quem confia no poder público, o castigo vem a cavalo, digo, pela Internet.

Indignado, com razão, um neto de dona Castinauta esclarece: “Castinauta de Barros Mello e Albuquerque, natural de Campinas, diplomou-se pela então Escola Complementar, depois Escola Normal ‘Carlos Gomes’. Iniciou sua carreira no magistério na cidade, então vila, de Cosmópolis e terminou na Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau ‘Prof. João Lourenço Rodrigues’, onde, por longos anos anos, transmitiu conhecimentos a milhares de alunos. Em virtude dos relevantes serviços prestados ao ensino, o professor Sólon Borges dos Reis, líder do professorado na Assembléia Legislativa, houve por bem dar o nome de d. Castinauta a uma escola pública de Campinas, justificando: ‘Ela foi um exemplo, simbolizando as melhores virtudes do professorado de S. Paulo, sofrido, mas incansável, respeitoso, mas insubmisso, crente, capaz, lutador e, sobretudo, digno’”.

A Vera Maria Mendes de Castro Andrade me ensina quem foi Cha Il Sun: “Talvez a senhora Cha Il Sun não tenha sido uma educadora emérita, mas seu filho Chang Duk Kim deveria ser enaltecido como exemplo para brasileiros apáticos diante dos problemas do País. Desinteressadamente, ele ofereceu-se para doar aos antigos centros infantis algo de que eles necessitassem. A doação era em homenagem à Sra. Cha Il Sun e ao País que os acolhera de braços abertos. Além da homenagem, ele cumpria um costume e tradição de sua terra natal, a Coréia do Sul. Feita a doação e entusiasmado com o trabalho que se desenvolvia nos centros infantis, retornava todos os anos para novas e desinteressadas doações.  A equipe de assistentes sociais decidiu, então, sugerir o nome de Cha Il Sun a um novo centro infantil, sendo escolhido o da Vila Boa Vista. Somente após a escolha, decidiu o Sr. Chang que equiparia com o que de melhor houvesse e de maneira completa o centro infantil. E assim fez, sem jamais pedir recibos que o livrassem das garras do ‘Leão’”.

Pregado no poste: “No jornalismo, errar é desumano”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *