‘Ele não é um amor?’

Deste milagre, só conto o nome da santa porque não me lembro mais do nome do santo. Juro que não me lembro, mas o Roberto Godoy deve saber. Parece que foi um jornalista, aí de Campinas.

A atriz Sandra Bréa, que partiu quinta-feira, deixou sua marca nesta nossa cidade quando ainda estava no auge, pouco depois de terminar a novela “O Bem Amado”. Na história do Dias Gomes, ela interpretou Telma, filha-problema do coronel Odorico Paraguaçu, prefeito da fantástica Sucupira, e namorada do médico do lugar, na pele de outro grande ator já falecido: Jardel Filho (na vida real, ‘la’ Bréa era considerada enteada pelo Jardel). Depois da morte dele, ela começou a pirar. “Sempre foi maluquinha essa moça”, definiu, certa vez, o diretor Daniel Filho.

Mas naquele tempo, parte dos machões brasileiros arrastava um bonde pela Sandra. Ela lotava cinemas, teatros e fez muito marmanjo metido a intelectual se render às novelas das sete, das oito, das dez…

Aquele campineiro voltou de uma viagem ao Rio de Janeiro contando pra todo mundo que tinha conseguido marcar um fim de semana com a Sandra Bréa, em Campinas: “Ela aceitou meu convite para passar uns dias comigo aqui em Campinas! Vocês duvidam? Ela disse que telefona quando puder viajar. Coisas de agenda. Sabe como é?”. Ninguém acreditou na “façanha” do conquistador. Só ele. Até reservou hotel, se não me engano no primeiro hotel-fazenda da região – Andorinha. É isso? Faz tanto tempo! Certo, mesmo é que a Sandra telefonou numa quinta, dizendo que chegaria na manhã de sábado, num jatinho, em pleno Viracopos.

No dia e hora marcados, uma comitiva de incrédulos acompanhou o sortudo ao aeroporto, só para ver (ainda que de longe) o encontro da estrela global com o garanhão local. Saguão lotado. Foi patético: “Querido! Este é o jovem… como é mesmo seu nome?, que está oferecendo estes dias descanso para nós em Campinas. Ele não é um amor?”.

Pregado no poste: “A caldeirada do Vicentão é melhor do que o caldeirão do Huck.”

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