Ele, eles e ela

Eles não exercem a mais antiga das profissões, porque as prostitutas não deixam. Mas entre os vendilhões do templo e Maria Madalena, todo mundo sabe o que Jesus Cristo fez com eles e com ela. Como o filho de Deus, também sou mais ela, porque suas discípulas, se não dão nota fiscal, pagam impostos, até o IPTU da casa, entregam-se em domicílio, aceitam desistência e não falsificam o produto. Quando muito, fingem que é prazer a dor que deveras sentem.

Já os camelôs praticam diariamente, nas barbas das “otoridades”, o crime a céu aberto – talvez para se vingar da preferência de Papai do Céu entre eles e ela. De vez em quando, a polícia aparece para dar uma satisfação à sociedade. Quem ganha com eles? Por exemplo: camelôs e dependentes rendem quantos votos? A vista grossa para artigos clandestinos (pirataria, muambas) enche quantos bolsos?

Quantas vezes fiscais e policiais foram recebidos com flores nos propinodutos dessa bandidagem? Como cobrar impostos de comerciantes honestamente estabelecidos diante dos desonestamente beneficiados?

Seo doutor Hélio, olhe o que disse o cidadão Edinei Mello dia desses, na nossa seção dos leitores: “A partir das 18h30, após o fechamento das lojas, o calçadão da 13 de Maio, no Centro de Campinas, se transforma em uma cópia da Rua 25 de Março, capital da pirataria em São Paulo. No último 18/11, eram 19h, quando percorri o calçadão e presenciei uma incrível feira de muambas ao ar livre espalhadas pelo chão (…). Onde está a fiscalização da Guarda Metropolitana? Onde estão e o que fazem os fiscais da Prefeitura nesse horário?”.

Em São Paulo, seo doutor Hélio, seu colega Gilberto Kassab decidiu exigir nota fiscal de consumidores do “comércio” da 25 de Março. Um camelô agrediu o prefeito com um saco de… Sei lá de que, mas era grande. Quem viu em alta definição diz que fedeu pela casa inteira.

O cidadão Edinei Mello está mentindo? Isso não acontece na cidade? Ou os servidores, encarregados de cumprir a lei, pagos pelo povo, não trabalham? Se o Ednei está mentindo, prefeito, ele que se cuide com camelôs que andam com o saco na mão, cheio sei lá de que… Cá entre nós, quando o senhor entrou, o Centro já era horrível, mas hoje está horripilante.

Pregado no poste: “Quando Campinas tiver uma Galeria Pajé, adivinhe quem será o pajé da galeria”

 

 

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