E se não fosse o IAC?

Comeu amendoim nas festas juninas? O Brasil inteiro come amendoim do Instituto Agronômico – logo eles vão lançar uma variedade que já nasce torradinho e ensacado. Duvida? De tanto as donas-de-casa pedirem, já existe lá o arroz amanteigado com cheirinho de pipoca. Ah! São eles que conseguiram o arroz para japonês preparar o sushi.  (19) 32536685

Imagine se não são todos brasileiros até a alma: para comer arroz com aroma de pipoca, nada mais gostoso do que o feijão carioquinha, do Luís d’Artagnan, um mosqueteiro a serviço da ciência.

Trauma: não coma as sementes das frutas, que elas vão parar no apêndice. “Ta bão! Ta bão!” Deu nos jornais: “Pesquisa do IAC leva tangerina sem sementes para o campo.” Você acha que o Brasil é líder mundial em produção de laranja e na exportação de suco concentrado, por causa de quem?

Nem Martim Afonso de Souza acredita. Mas a turma do instituto conseguiu ressuscitar a mesma variedade pioneira que ele introduziu no País, em 1534, para moer lá no seu Engenho dos Erasmos, em São Vicente. É a “Cana Creoula”. E você acha que o Brasil permitiu a criação de um carro a álcool barato por causa de quem? Da Esso, da Shell, da Texaco ou do IAC? Agora, o mundo inteiro está aqui, louco pelo álcool da nossa cana.

Tudo o que se falar de bom do IAC não é exagero. Quando você pensa em plantar o milho, eles já serviram o bolo de fubá. Aliás, uma delícia. Lá no México, a tortilha é o prato do dia e da noite. Pergunte a eles aonde nasceram as variedades do milho mais produtivo daquela terra. E o pessoal do IAC está lá, desenvolvendo para os mexicanos a melhor cana para a produção de álcool. Eles ainda tomarão tequila feita com o álcool de cana do IAC.

Olhe essa: abacaxi em gomo, com gosto de mel! Maracaujá roxo, mais doce e menos ácido. Tem fazendeiro machão desafiando: “Eu tenho maracujá roxo!” Uma doença ameaçava extinguir as bananeiras do mundo. Aí, o IAC lançou o “nanicão”, resistente à tal de sigatoka amarela. Touché!

Perfume canadense? Canadenses compram toda a produção do óleo extraído do manjericão, o linalol.

Essas são apenas as novidades dos últimos anos. Mas se saiu da terra e é alimento puro e bom, tem IAC na seiva, como o café descafeinado. Como girassol e mamona para incluir a agricultura familiar na produção de biodiesel. Pipoca para microondas. Canjica nelore, branquinha, branquinha… A seringueira do IAC faz de São Paulo líder na extração do látex. (Dançou Galvez?)

Pregado no poste: “Estupra, mas não marta!”

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