“É importante…”

(Propaganda de uma farmácia da cidade de Bilac numa rádio de Birigüi: “Os remédios são tão baratinhos, que dá inté gosto de ficar doente…”) (!!!)

O ‘Jornal Nacional’ de sábado passado foi uma comédia. Quando dona Fátima e seu William folgam, a turma faz a festa. Parecia o que se deu em Ribeirão Preto, certa vez. A repórter entrevistava o comandante do Corpo de Bombeiros sobre a derrubada de uma palmeira – cidade pequena é assim, o comandante comanda até salvamento de gato em árvore. E ele falava da dificuldade de retirar a enorme palmeira dali: “É difícil, porque nossa escada Magírus está no conserto há mais de um ano em Araraquara…” E a repórter foi em frente, com a história da palmeira. Sobressaltei na frente da TV: “Meu Deus! No conserto!? Eu moro no nono andar!” Ela nem ‘tchun’ para a terrível notícia que o comandante acabara de dar.

No jornal da Fátima, a mesma coisa. Com o cabo de uma espingarda, um preso cutucou e esfarelou a parede da cela da Casa de Custódia de Benfica, inaugurada no mês passado. Meu Deus!, repito. Eu quero saber quem aprovou a construção daquele castelo de areia e mandou o povo pagar! A notícia não era a fuga. Isso acontece todo hora no Brasil – intere$$a a tanta gente facilitar fugas! A notícia é a cadeia de areia. Que porcaria permitiu aquela porcaria? Ironicamente, e ninguém percebeu a ironia também, aquele presídio abriga o político brasileiro Sérgio Naya, aquele deputado que faz prédios de apartamentos que desabam e matam. Será que sabiam que o Naya ia para Benfica e tentaram “homenageá-lo” com aquela obra que facilita fuga?

Depois, mostraram uma reportagem numa escola de ricos. Interessante. Os avós é que lecionam para os netos. Entrevistaram um neto e uma neta. Duas repostas antológicas: “A minha avó me ensinou que é importante respirar…” Claro! Experimente parar de respirar para você ver o que acontece! Depois: “Ela me ensinou como fazer brinquedos com legumes!” Numa escola de pobres, a fome é tanta que a avó é capaz de ensinar a fazer “legumes com brinquedos”.

Quer apostar como quarta-feira algum repórter perguntará à alcaida paulistana Martha Suplicy se seu atual marido vai torcer para o Brasil ou para a Argentina? Afinal, ele é argentino-franco ou franco-argentino? (Atenção, se alguém me escrever dizendo que não existe argentino franco, eu entrego.) E a senhora, dona Izalene? Como, querida alcaidessa? Não, Evita Perón morreu e era inimitável. Nem tente.

Pregado no poste: “Parabéns a quem se recusa a receber medalhinha da Câmara”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *