E falam dos portugueses…

Absurdos cometidos à beira do abismo da burrice acontecem no mundo inteiro e os portugueses levam a fama. Alguns casos não são de burrice, revelam ignorância, má-fé ou deboche, mesmo.

Deu num jornal que o ator mexicano Antonio Velasco foi morto semana passada, durante a filmagem de ‘La Venganza del Escorpión’, em Cuernavaca. Quem atirou foi outro ator, Flavio Penichedo, que recebeu da produção um revólver com balas de verdade no lugar das de festim. Autoridades mexicanas prenderam Penichedo, mas o liberaram após pagamento de fiança de US$ 120 mil. O incidente deu-se num hotel. Após os dois primeiros disparos, Penichedo notou que o colega estava ferido. O produtor do filme, Eduardio Martínez Sanches, e um contra-regra estão desaparecidos. Fosse em Portugal, seria notícia de primeira página, o que já mostra o preconceito do editor.

Está certo que na santa terrinha, cancelaram uma prova pedestre na cidade do Porto porque o tiro de partida pegou no pé do favorito. Lá, também, me contou um engenheiro lusitano, ex-diretor do metrô de São Paulo, construíram uma estação cuja plataforma era menor que o trem. E emendou, com sorrisinho irônico: “Mas em Londres, um trem ficou mais largo do que o túnel…” Houve tiro real contra o palanque de autoridades que assistiam a uma exibição da Aeronáutica. E deram arma carregada a um bandido, na reconstituição de um crime.

No Brasil, construíram uma hidrelétrica no rio errado. Sabe lá o que é isso?! Terminada a construção de um estádio de futebol, deixaram o guindaste lá dentro. Tiveram de derrubar um pedaço da arquibancada para remover a peça. Nesse mesmo estádio, dizem, cachorro tem focinho machucado porque core atrás de caminhão parado. Em hospitais, então… Eu vi gente do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas (é!), em São Paulo, encaminhar um repórter do ‘Estadão’ para o ginecologista. Justo ele, que fazia reportagem exatamente para mostrar o descalabro daquele Pronto Socorro. E aquele mineiro, que foi tratar de dor de ouvido e fizeram vasectomia nele?

A caravela que vinha para os 500 anos do descobrimento não chegou a tempo. E a que construíram em Campinas, para singrar a Lagoa do Taquaral, encalhou no lançamento! Aqui em Campinas, também, derrubaram as árvores da praça do Castelo e mataram o Alecrim da Catedral. Pior, a orquestra sinfônica da terra de Carlos Gomes não tocou obras de Carlos Gomes na “Semana de Carlos Gomes”! Mas isso, minha avó disse que não foi burrice.

Pregado no poste: “Quem se saiu bem com a morte do Toninho?”

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