Dúvidas

Todo mundo tem dúvidas.

Dona Izelene, por exemplo, vive perguntando: “O que eu estou fazendo aqui?”. Outro dia, o padre Caran apareceu na porta da Catedral e perguntou: “Cadê o Alecrim que estava ali?”. Ultimamente, os atacantes do Guarani só perguntam: “O que é caminho do gol?”. E os da Ponte Preta: “O que quer dizer título de campeão?”. Roberto Marinho, “bispo” Macedo, Amílcare Dalevo, Sílvio Santos e Johnny Saad foram vistos com um dicionário na mão – todos queriam saber o significado da palavra “qualidade”. E os políticos? Poucos sabem o que quer dizer “honestidade”; quase nenhum conhece “povo”, e absolutamente todos jamais ouviram falar em “competência”.

Muitos donos de escolas ainda não aprenderam a diferença entre “ensinar” e “faturar”. Assim como há médicos que confundem “tratar” com “ganhar”. O Pelé também tem uma grande dúvida:  “Será que além de 1.200 gols, eu fiz 1.200 filhas?”. Semana passada, o filho de um invasor de terra, do MST, também não estava entendendo nada: ”Pai, o que quer dizer trabalhadores?”. E diante da safadeza que certos banqueiros fazem com o Lula, o Serra esta cismado: “Será que o povo acha que comigo, então, a mamata vai continuar?”.

Na porta da Câmara Municipal um eleitor quis saber: “Quem paga a conta dos telefonemas dos vereadores? Será que sou eu?”. E o outro completou: “È justo um professor, que trabalha, ganhar menos do que um vereador?”.

E a dúvida do Felipão? Entre Djalminha e Romário ele escolheu Kaká, mas se o Brasil não ganhar a Copa, ele vai passar o resto da vida perguntando: “Será que com o Romário…?”. Mas se o “caneco” vier, o Romário é que vai passar a vida perguntando: “ Será que comigo…?”.

Todo domingo o Gugu pergunta: ”Será que hoje eu estou ganhando a guerra do Ibope?”. E o Faustão tem a mesma dúvida. Enquanto isso,  telespectador boboca também pergunta: “E eu estou ganhando o quê com essa disputa?”. Vendo “Big Brother” e “Casa dos Artistas”, um velho campineiro, saudoso como ele só, desabafou: ”Não sei, não. Mas o Jardim Itatinga era muito mais autêntico!”.

Com tanta violência, o campineiro sai de casa e pergunta: “Será que hoje é o meu dia de não voltar?”. E a dúvida do povo persiste: “O que é polícia e o que é bandido?”.

Pregado no poste: ”CPFL, que tal um apagão no horário político?”

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