Diga, Jerimunda!

Em 1965, um tal de Samarone, avante inesquecível para a torcida da Ponte Preta, como Cabrita e Ruy Rei, ou como

Zidane e Paolo Rossi, para a Seleção Brasileira, impediu que a Macaca voltasse antes da hora para a “divisão de elite do futebol paulista”. Era março de 65 e a briosa Portuguesa Santista subiu. Até hoje, falam que parte do time lá de cima se vendeu. Jerimunda sabe o nome de um por um. Mas ela também sabe quem, do clube lá de baixo, facilitou para o Palmeiras não cair para a segunda divisão, em 1968.

Ainda no futebol, nossa heroína pergunta a um ilustre nobre careca onde está o dinheiro da venda do André Cruz, da Ponte, para o exterior. Hei! Jerimunda sabe onde está e ameaça contar. Pelos lados da Ponte Preta, de novo,

Jerimunda tem os nomes de todos que “levaram” tijolos da construção da Escola de Cadetes para a edificante edificação do “Majestoso”.

Jerimunda, diga aí, quem atropelou e matou nosso Mané Fala Ó? Ameace o bandido com a coleção completa dos discursos do Valdir Jurandir Macedo, se ele não confessar logo. Ô Jerimunda! Essa você prometeu contar para o Carlos Tôntoli e para o Hermenegildo, quem arrancou o busto do Adhemar de Barros da Via Anhangüera e jogou na porta do “Correio Popular”, numa noite de chuva. Nossos queridos Carlitão e Menê foram chamados por Deus, para editar o “Correio Celestial” e partiram sem saber. Ainda ouvi o Menê resmungando: “Essa Jerimunda me paga!” E nunca ninguém ouviu  o Menê resmungar, Jerimunda… Nem quando saía tarde da noite do jornal e caminhava pela Rua da Conceição com o pão na mão esquerda e o guarda-chuva pendurado no braço.

Maravilhoso Menê! Que falta você e Carlito fazem pra gente! Jerimunda e Renato Otranto conhecem um esconderijo perfeito para ver a cidade à noite. Fica naquele prédio esquina da Barão de Jaguara com Bernardino de Campos. Onde era a agência do Banco Inco (Banco Indústria e Comércio de Santa Catarina). Foi o Renato quem ensinou para ela: “Você sobe a escada e vai olhando pelas janelinhas; quando aparecer a bunda da estátua do maestro, é ali.”. Naquela noite, o Renato não foi ao posto de observação. Os “boys da estátua”, rivais dos “boys do Café do Povo”, ousaram: pintaram a estátua de Carlos Gomes de cor-de-rosa. Jerimunda viu tudo.

— Alô. Jerimunda? Quem jogou lata de tinta no filho de Maneco Músico, Jerimunda. Alô? Alô! Droga! Caiu a ligação!

Pregado no poste: “Quem paga imposto banca o mensalão”

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