Dez saídas

Elas já incomodaram o Cecílio Elias Neto no banheiro; já interromperam meu banho e tiram muita gente da cama em hora imprópria. São as operadoras de telemarketing trabalhando. Fazer o quê? Mas na Internet circulam dez sugestões para nos livrarmos delas sem demonstrar vontade de esganá-las. Vamos lá?
1. Se perguntarem “Como vai?”, responda: “Estou tão feliz com você me perguntando isso! Ninguém se preocupa comigo; preciso tanto conversar com alguém…”
2. Peça à pessoa para falar bem devagar, porque você está escrevendo tudo o que ela diz.
3. Se disserem: “Bom dia, meu nome é João, da empresa X”, peça para soletrar o nome, sobrenome e o nome da empresa. Exija o endereço, faça soletrar o nome da rua, o CEP. E mande repetir tudo. Peça o nome do chefe dele, o número do CGC… Faça pausas longas, como se estivesse anotando tudo.
4. Quando a pessoa se apresentar (ex: “Eu sou Júlia”), você grita: “Júlia? Oh meu Deus! É você mesma? Há tanto tempo não tenho notícias suas! Como você foi na faculdade? Você não se lembra de mim?”
5. Se uma empresa de telefonia ligar oferecendo descontos nos interurbanos, responda com voz sinistra: “Não tenho amigos. Ninguém quer falar comigo. Você quer ser meu amigo? Eu poderia ligar para você… Qual é seu número?”
6. Se for uma administradora de cartão de crédito, responda que a oferta caiu do céu; você acabou de pedir concordata; está com um monte de dívidas; seu cheque especial foi cortado e, finalmente, você vai poder comprar no supermercado.
7. Diga que você está em liberdade condicional, num programa de reabilitação social para detentos violentos e precisa pedir autorização à assistente social.
8. Depois de ouvir tudo o que a pessoa tem a dizer, peça-a em casamento; afinal você só dá o número do cartão de crédito à sua esposa.
9. Diga: “Nem tente, André, já reconheci sua voz! Essa brincadeira é boa, mas não tem mais graça. E como vai a Joana?”. Não importa o que a pessoa lhe disser, repita: “Pare com isso, André; não percebeu que eu já o reconheci?”.
10. Fale que está muito ocupado, mas que a pessoa lhe dê seu número particular para você ligar mais tarde. Ela, claro, não vai dar. Responda, então: “Imagino que você não queira ser importunada na sua casa… Eu também não!”.
Pregado no poste: “Alô! Aqui não tem telefone!”

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