De pernas para o ar

Houve tempo em que, para viver, bastavam ao homem quatro ou cinco informações por dia: Tá bom? Choveu? Vai? Veio? Tá pronta a comida? Nem a hora certa interessava, muito menos quem saía com quem. Agora, é uma tempestade de notícias; às vezes, um vendaval de loucuras. Olhe como está o mundo – tudo isso aconteceu em um dia só:

Ruch (Oregon) – O presidente norte-americano George W. Bush lançou ontem uma proposta de cortar as árvores dos parques públicos para evitar grandes incêndios florestais.

Brisbane (Austrália) – Defensores da eutanásia já usam métodos menos sutis. Distribuem ‘sacos de suicídio’, sacos plásticos, onde os doentes  terminais enfiam a cabeça para se asfixiar. Philip Nitschke, fundador da Exit Australia, deu a declaração que mais chocou a população contrária à idéia: “É uma morte tranqüila. Não impede a respiração. Apenas há cada vez menos oxigênio, a pessoa dorme e morre.”

Belfast (Irlanda do Norte) – Ameaçado de morte por um grupo paramilitar protestante, o jogador norte-irlandês Neil Lennon confirmou decisão de não atuar mais pela seleção de seu país. Ele, que também era capítão do selecionado, recebeu a ameaça da “Força Voluntária Lealista”, minutos antes do jogo entre Irlanda do Norte e Chipre, e não entrou em campo. O presidente da Federação de Futebol do Ulster, Jim Boyce, admitiu: “Aqui, ameaças de morte devem ser levadas a sério – sejam falsas ou não.”

Lahore (Paquistão) – Mohammad Aslam trabalha na boca de seus pacientes com alicates comuns, usados para cortar fios, e um chuço de metal. Seu “consultório” fica em um parque público poeirento e cheirando a urina. É torturante vê-los em ação, abrindo buracos em dentes vivos, inserindo arame no centro de dentes mortos e usando pontas de metal para desgastar dentes falsos. “Eu começo a conversar com eles, e, quando se distraem, uso isto”, disse Khan, mostrando uma peça de metal com fio de lâmina. E sentencia: “A dor só passa com dor.”

Taubaté – A presença de um boneco de palha em uma das torres de segurança do Centro de Detenção Provisória de Taubaté, no Vale do Paraíba, não foi nenhuma manifestação cultural. O espantalho, feito com panos e serragem, vestido com uma velha farda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, estava substituindo um policial na segurança de 735 presos.

Campinas – A prefeita anunciou que…

Socorro!!!

Pregado no poste: “Administração transparente, aparente ou para os parentes?”

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