Curiosidade mata

Preciso de ajuda. Os ex-alunos do Colégio Culto à Ciência decidiram escrever um livro, contando “causos” dos tempos em que estudaram nessa escola mágica. As aventuras de cada um começaram a chegar em novembro do ano passado, durante os preparativos para a festa dos 125 anos do “Culto”. Já são mais de 600 histórias, uma mais maluca do que a outra. Este locutor que vos escreve encarregou-se de juntar tudo e compor um dos capítulos da “obra”. Vai ficar para a posteridade e talvez entre para o tal do “Livro dos Recordes”, como o livro de maior número de autores de todos os tempos. Já são mais de 200. Mesmo assim, se você estudou lá e se lembra de alguma passagem inesquecível, pode enviar para o endereço eletrônico publicado no final desta crônica.

Só que eu “num güento” esperar a edição do livro. Dia desses, lendo todas aquelas peripécias, encontrei esta “pérola” da adolescência:

“Vou contar a história, mas não o nome do personagem, para não prejudicar ninguém… Como todos sabem, a saída das 17h30 do ‘Cultão’ era a maior sensação. Vinham estudantes de outros colégios para acompanhar a saída das meninas mais bonitas de Campinas! Pois bem, este amigo secreto juntou-se a outros da mesma estirpe e resolveu fazer uma chispada bem no horário da saída. Na época (73/74), era moda essa tal de chispada. Consistia em um elemento completamente nu passar correndo num local de grande aglomeração. Como os amigos mais chegados duvidaram da capacidade de ele realizar tal proeza, estava pronto o ambiente necessário para a consumação do fato. No dia combinado, ele desceu do fusquinha na esquina, antes do portão de entrada de carros e, vestido apenas com um saco plástico na cabeça, passou correndo por toda a frente do Culto a Ciência, subindo de volta no fusquinha na outra esquina. Imaginem o frisson! O mais curioso é que, embora ele estivesse com a cabeça coberta por um saco plástico, uma das meninas exclamou: Olhem, é o ‘B’…! Não me perguntem como ela o reconheceu. Talvez tenha sido pelo… ou pelo porte atlético. Nistinha, turma de 69”.

Acho que na época contei essa maluquice aqui. Depois, aconteceu uma enchente de pedidos para que o Nistinha revelasse os nomes. Principalmente o “dela”. Ele continua em silêncio. Talvez, para o livro, ele dê nome aos bois, digo, aos dois.

O protagonista de uma das melhores histórias, porém, não estudou lá. É o José Roberto Torquato. Não estudou lá, mas sempre foi “fanático doente” por aquele colégio. Eram Deus e o “Culto” no céu e a Ponte Preta na terra (ninguém é perfeito…). Vivia no colégio, todos os dias. Era conhecido de todos, dos professores, dos inspetores de alunos, dos alunos, do doutor Telêmaco (o diretor) e da dona Celina Duarte (nossa orientadora educacional). Era mais conhecido do que o seo Alo, o querido dono da cantina. Esbanjava simpatia, como até hoje, o Torquato. Namorador que só ele (que a sua Jessi não nos ouça…). Um dia, não sei o que ele aprontou por lá. O doutor Telêmaco foi chamado e ameaçou suspender o Torquato…

É demais, né? Soube que o Torquato fez uma promessa. Se a Ponte subir este ano, ele passa a torcer para o Guarani.

Pregado no poste: “Nistinha, como é o nome deles, pelo amor de Deus!”

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