Conversa para corintiano não dormir

O Corinthians é o maior dos grandes e a Ponte Preta, a maior dos pequenos. Grande ou pequena, os dois são os maiores. Essa é só a primeira coincidência. Atenção: os místicos dizem que coincidências não existem. Mas os que defendem que a História é uma ciência juram que ela não se repete — só como farsa. Então, sorte dos corintianos.

Lá vem a segunda coincidência: Corinthians e Ponte Preta são os mais populares em suas cidades. Outra: os maiores rivais dos dois são alviverdes – Palmeiras e Guarani. Mais uma: os dois são alvinegros. Essa conversa já está agourenta. É bom aos corintianos colocar as barbas de molho – só as barbas, não! Tudo!… É que esse jogo de amanhã com a Portuguesa Santista vem carregado de maus presságios. Sei, não!

Than, tchan, tchan, tchan! Em março de 1979, há um quarto de século, o Coringão despachou a Briosa para a segunda divisão, 2 X 1, no Parque São Jorge.

Vixe! Mais uma coincidência! Também foi num mês de março como este, há 39 anos: pela segunda vez, desde que caíra em 1960, a Macaca chegava a uma final da “segundona”, para voltar à divisão principal. Na primeira, em 1961, a Prudentina levou – aquela Prudentina que revelou Ademar Pantera para o futebol. Mas em 1965, seria diferente. A Portuguesa Santista? A “Briosa”? A “Lusinha”? Está no papo. Imagine que havia até o “Hino da volta”, gravado na abertura de um long-play (lembra disso?), com a narração de todos os gols da Ponte no certame (naquele tempo, era assim que os locutores de rádio chamavam os campeonatos).

O Majestoso ficou lotado naquela tarde de domingo, para celebrar o primeiro retorno – que só aconteceu, mesmo, quatro anos depois, no “tapetão”. Naquele tempo, faziam grande sucesso o filme e a música “Os canhões de Navarone”. E na Briosa jogava o atacante Samarone, depois ídolo no Fluminense e no Flamengo – ai, ai, ai, ai, ai, outra coincidência! Samarone foi o maior ídolo do Júnior, esse que foi técnico do… Corinthians. Palavra do Júnior. Falar Samarone dá urticária em ponte-pretano até hoje. Nem pode ser diferente. Foi dele o único gol da partida… Como dizíamos os bugrinos, “um canhão de Samarone”. Como se diz hoje, um atacante “matador”. Tanto que matou a Macaca.

Naquele 1965, a Briosa não deixou a maior dos pequenos subir; será que hoje, deixará o maior dos grandes descer? Azar dos corintianos e dos times da Série A-1, que perderão muito dinheiro na hora de dividir a renda com times que não levam a massa aos estádios. Mas se nem o Guarani desceu, você acha que vão derrubar o Corinthians? Alguém falou em maracutaia? Não, isso é outra coincidência…

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