Com porteira ou sem porteira?

O engenheiro-agrônomo Fernando Vanzella recebeu a seguinte mensagem:

“Enquanto a turma estava no laboratório, o professor de Química percebeu um jovem a coçar continuamente as costas e se esticava, como se elas doessem. O mestre quis saber o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois fora alvejado quando lutava contra os comunistas de seu país.

Ele perguntou ao professor:

— O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?

O professor achou que fosse uma piada e esperou por uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada:

— Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todo dia comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam, você coloca uma cerca. Mas só de um lado do lugar onde eles se acostumaram a vir. Quando eles se acostumam com  a cerca, voltam para comer o milho e você coloca o outro lado da cerca. Mais uma vez eles se acostumam e voltam para comer. Você continua assim, até colocar os quatro lados da cerca em volta deles, com uma porta no último lado.

O rapaz continuou:

— O porcos, já acostumados ao milho fácil e às cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você, então, fecha a porteira e captura o grupo todo. Em um segundo, perdem a liberdade. Correm e dão voltas no cercado, mas já foram pegos. Voltam a comer o milho fácil e gratuito. Ficam tão (mal) acostumados, que se esquecem de como caçar na floresta. E  aceitam a servidão.

O jovem, então, disse:

— É isso o que aconteceu em meu país. O governo empurrava o povo para o comunismo, espalhando milho gratuito, na forma de propagandas de auxílio de renda, bolsas, isso e aquilo. Finalmente, você percebe que toda essa maravilhosa ‘ajuda’ se opõe ao futuro da democracia, da riqueza e do trabalho. O milho já é colocado há tempo; as cercas estão colocando. Quando menos se espera, trancam  a porteira!”

Meu amigo Vanzela mandou essa mensagem a várias pessoas; encerrando todas com sua saudação costumeira ‘Best Regards’ (atenciosamente). Os destinatários receberam e agradeceram. Mas um respondeu assim:

“Companheiro Best Regards

Você está equivocado com essa manifestação retrógrada para definir a expansão do comunismo entre os povos. Exijo que o companheiro, antes de colocar novas mensagens nessa famigerada rede mundial imperialista, faça uma autocrítica de seu posicionamento. Neste momento grave de nossa história, devemos apoiar o massacre humanitário que nossos camaradas chineses cometem contra tibetanos, mas sem perder a ternura, jamais!

Pátria ou morte, venceremos!

Saudações operárias.”

Pregado no poste: “Eita mundo véio com porteira!”

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