Chafurda, Campinas!

Recado na rede mundial de estudante da Unicamp, habitante da Cidade Universitária.

“No último fim de semana, a Une fez no campus da Unicamp o 11˚ Conselho Nacional de Entidades de Base, para deliberar sobre que governo apoiar nas próximas eleições.” (Em 2002, como se viu, mandaram votar num bando até de acusados de ladrões.)

“As discussões se davam ao som de microfones e alto-falantes ligados logo cedo, para que moradores pudessem acompanhá-las (até os que queriam apenas descansar), e quebraram a tranqüilidade do feriado de Páscoa. Saldo do congresso: nenhuma decisão — e o rastro de imensa sujeira. Fiquei espantada com a enorme quantidade de papéis, folhetos,” (papelotes — o que tinha dentro?, camisinhas, camisolas, papéis higiênicos usados e novinhos, modess idem,) “jornais estudantis e faixas ainda presas às árvores.”

(Nos banheiros, os muitos coitados encarregados de limpar aquilo, para uso dos estudantes de verdade, cujas famílias sustentam com o imposto tomado do seu salário, os que preferem fazer congressos inúteis, que nada decidem e mal aconselham.)

Dá pena e nojo ver esses mesmos ‘congresseiros’ exigindo o direito de reivindicar. “Como podem exigir melhorias nas faculdades públicas, se eles próprios não têm o menor respeito pelos campi, pelo meio-ambiente e pelos demais estudantes obrigados a ter sua universidade poluída?”

Cara estudante,

A Unicamp, mesmo, não dá exemplo. Ela adquiriu em 1979 o direito de ocupar e usar a Estação Guanabara, da velha Companhia Mogiana, ali na Praça Mauá. Não vá lá, porque você pode ser assassinada.

Era bonita a praça da estaçãozinha. No ponto de táxis, os motoristas orgulhavam-se do número do telefone e o exibiam em algarismos garrafais: “9-1960 Ano Brasília”. Ainda havia um pouquinho de patriotismo no ar. Hoje, Brasília é uma cidade mais suja do que aquela estação.

Lendo a boa reportagem do Tote Nunes, no “Correio Popular” de terça-feira passada, você verá que o jeito que a Unicamp deixou a velha estação sob sua guarda é igual ao que os “estudantes” deixaram o campus da Unicamp. Depois de 17 anos, ela resolve cuidar do lugar. E agora, só agora, em ano eleitoral, aparecem vereadores para se aproveitar da iniciativa.

São todos iguais.

Pregado no poste: “Chafurdai-vos uns nos outros”

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