Carne de cada dia

Eles acabaram com o perigoso churrasco de gato, o “apetitoso” espeto grego, criaram o porco de bunda grande e seguraram a inflação com o frango do FHC, então a preço de capim. Até saiu num jornal esta semana: “Carne a preço de banana”. Em plena entressafra, senhores! Há trint’anos, um boi demorava seis anos para chegar aos 500 quilos. Hoje, ele vai a mil pelo Brasil em três anos, só com pasto.

Sem eles, não haveria rodízio, com tanta carne, tantas variedades e tão baratas. Sem eles, ninguém falaria em “carnes nobres”, “marmorizadas” ou “light”. Imagine! Até “corte europeu”. Inseminação artificial! Pense na quantidade de proteína à disposição do povo que isso representa. Sem eles, nenhum rebanho seria saudável, nenhum espeto, confiável, e nenhum prato, saboroso.

Eles cuidam da melhor qualidade do que você vai almoçar ou jantar, sozinho, cercado de amigos ou com a família, desde a escolha da terra, do capim e da melhor ração para alimentar quem vai alimentar você. Logo, logo, vão cuidar até da fabricação do chope. Quer apostar?

Há um quarto de século, uma boa vaca dava, no máximo, seis litros de leite. Hoje, elas chegam a dez, quinze, e as melhores, a 30 – por dia! Porque você acha que há essa profusão de marcas e tipos de iogurtes, queijos, requeijões, sorvetes e patês no mercado? Só por causa deles.

O pinto levava uns três meses para crescer, mas agora já canta de galo em cinco ou seis semanas. Antes, pobre só comia frango quando ficava doente – um pratinho de canja. Era tão caro, que existia até ladrão de galinha! Hoje, o frango é de todos e o Brasil tem o maior rebanho dessas aves e de boi do mundo.

Eles são os cientistas do Instituto de Zootecnia de Nova Odessa, que entrou dia desses no segundo centenário de sua existência. É um dos três no mundo capazes de dar conta da pesquisa animal de ponta a ponta – do pasto à sua mesa.

Você sabia que eles existem? Viu como são decisivos para o seu bolso e sua saúde? Estudam e trabalham feito loucos só para cuidar da gente. Tudo por apenas R$ 1.700,00 mensais, porque esses governinhos não cuidam deles.

Quando um candidato vier lhe pedir voto, em vez de um cafezinho ou maionese, mostre um prato de esterco e diga: “Coco de boi tem milhares de horas de pesquisa séria; bolso de político tem milhares de reais do nosso salário, do nosso suor. Afinal, é só para isso que a gente paga imposto…”

Pregado no poste: “Esterco de país!”

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