Canto certo na hora errada

O país aonde um elemento troca o Ministério da Educação pela presidência de um partido político já apodreceu. Será que o salário de presidente de partido é maior do que o de ministro? As oportunidades oferecidas pelos negócios da política são mais compensadoras do que gerir a missão de educar?  A presidência de partido político é mais importante do que a educação? A política – mesmo corrupta – é mais digna do que a educação do povo? Ou será porque ser ministro dá trabalho e ser político dá… Sei lá o que dá. Tudo depende da formação do elemento. Se é daqueles que passaram a vida às custas dos outros, em palestras, passeatas, piquetes, panfletos e palanques, ou aterrorizando e roubando em nome de um idealismo espúrio, não sabem trabalhar, mesmo. Reparou? Palestras, passeatas, piquetes, panfletos e palanques – são todos filhos da (letra) ‘P’… Com todo respeito à letra ‘P’.

Que importância pode ter a educação para quem passou a juventude como “estudante profissional”, usando a escola – às vezes pública, com dinheiro do povo; às vezes particular, com o dinheiro dos pais – para desfilar vaidades ideológicas em vez de aprender para opinar? Não só aprender o que está escrito, mas saber porque e como uma obra foi gerada. “O Capital”, por exemplo, é uma obra magistral, mas será que sabem que o coitado do Marx a escreveu sob crises horríveis de falta de capital (porque não trabalhava) e de hemorróidas, (de tanto viver sentado?). Afinal, “O Capital” foi pensado, sangrado ou obrado?

Por muito menos, jovens de caras pintadas, manipulados ou não, mas em bela demonstração, puseram aquela triste ‘tchurma’ do Collor para correr, embora, uma vergonha!, nada se provasse contra o cara (de pau). E agora, tudo se prova, com malas e cuecas de dinheiro à mostra. Qual a diferença? A ‘tchurma’ do Collor não podia roubar? Falta um Pedro Collor? O país apodreceu, gente!

A paulistana Ana Luisa Godinho Ariolli define que “da guerrilha à quadrilha, foi apenas um passo”. Em alguns casos… E ela não se refere a nenhuma festa caipira! Por falar em caipira, na campanha, uma dupla dita sertaneja, que queria patrocínio do nosso Banco do Brasil para se manter por aí, cantava esta letra nos palanques:

“Aqui não falta sol / Aqui não falta chuva / A terra faz brotar qualquer semente / Se a mão de Deus / Protege e molha o nosso chão / Por que será que tá faltando pão? Se a natureza nunca reclamou da gente / Do corte do machado, a foice, o fogo ardente / Se nessa terra tudo que se planta dá / Que é que há, meu país? / O que é que há? / Tem alguém levando lucro / Tem alguém colhendo o fruto / Sem saber o que é plantar / Tá faltando consciência / Tá sobrando paciência / Tá faltando alguém gritar / Feito um trem desgovernado / Quem trabalha tá ferrado / Nas mãos de quem só engana / Feito mal que não tem cura / Estão levando à loucura / O país que a gente ama / Feito mal que não tem cura / Estão levando à loucura / O Brasil que a gente ama”

Agora é a hora de cantar isso!

Por quê silenciaram? Remorso? Vergonha? Cumplicidade? Medo? “Tem alguém levando lucro / Tem alguém colhendo o fruto / Sem saber o que é plantar / Que é que há meu país?”

Pregado no poste? “Há muitos políticos e pouca gente no poder”

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