Cadê o pai?

Os jovens, geralmente, gostam de andar em turma. Mas quando a família é fraca, essa “tchurma” vira bando. Daí, os bandidos. Delegados de polícia, assistentes sociais ou professores, acostumados a arcar com as conseqüências dos podres poderes que nos governam, sabem que dificilmente encontrarão um bandido que tenha família. Desse núcleo de pai, mãe, irmãos, o primeiro que desaparece é o pai. Na Delegacia de Narcóticos de São Paulo há uma pesquisa: 79% dos jovens pegos em flagrante disseram que a primeira experiência com drogas foi casa, quase todos já sem pai. Entre o sucesso do Pelé e o fracasso do Mané, a diferença é a família que faltou. (Por ironia, parece que ele foge da filha que teve fora dos casamentos, permitindo, justo o Pelé, mais uma família sem pai.).

Tudo isso que estamos vendo, ouvindo ou conversando diariamente, indignados, já é possível medir e comprovar. Finalmente, essas datas comerciais criadas para enaltecer e aumentar o consumo serviram para alguma coisa. Foi feita uma pesquisa curiosa pelo Instituto de Economia da Associação Comercial aqui de Ribeirão Preto. Veja:

“Nos últimos dez anos, o Dia dos Pais caiu do terceiro para o quinto e último lugar no ranking do movimento do comércio em Ribeirão Preto. O Natal aparece em primeiro sete vezes, estimulado pelo 13º salário. E o Dia das Mães, que sempre esteve em segundo, pertinho do Dia dos Pais, ganhou três vezes do Natal, por causa de uma peculiaridade da região, maior produtora de cana, açúcar e álcool do País. Quando a safra é promissora e começa em abril nos canaviais, o comércio se agita com as vendas de maio. Aos poucos, o Dia dos Pais perdeu importância para o Dia dos Namorados e o Dia das Crianças.”

A pesquisa é do professor de Economia Antônio Vicente Golfeto, da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão. Ele arrisca uma explicação: “A figura paterna está cada vez mais fraca no núcleo familiar, com o aumento das separações, do desemprego e da violência.”.

Pregado no poste: “Mães, parabéns e feliz dia dos Pais…”

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