Cada nome!

“Que descaso! Fico imaginando como os educadores consideram a “História da Educação no Brasil” e, sobretudo, como consideram os educandos! Seriam eles ‘estorvos’ para mamãe e para sociedade, daí o nome ‘Emei Sossego da Mamãe’, ou fantasmas, daí o nome ‘Emei Gasparzinho’? Um país demonstra seus valores na medida em que demonstra atenção, dedicação e importância que dá, em especial, à educação e cultura de seu povo.”. Recebi esse recado da mestra Valquíria Guevara, indignada com os nomes que “otoridades” dão às escolas da Prefeitura, principalmente depois dos anos setentas, quando a bajulação e interesses políticos (sempre inconfessáveis) prevalecem sobre o bom senso. São nomes que não têm nada a ver com Campinas, com a cultura brasileira ou com a preocupação em dar exemplo à meninada.

As tais “Emeis” fundadas antes da decadência conservam a memória de Carlos Zink, Hilário Magro, Mário Gatti, José Vilagelin Neto, Manoel e Anita Afonso Ferreira, Vicente Rao, Violeta Dória Lins, Júlio de Mesquita Filho, Regente Feijó, Padre Anchieta, Hermínia Ricci, Guilherme de Almeida, Marília Amaral (muito justo!), Aparecida Cassiolato, Maria Batrum Cury, Nair Valente da Cunha, Carlos Drumond de Andrade, Zeferino Vaz, Aurora Santoro, Carlos Gomes… Pessoas de valor, a quem Campinas e o Brasil devem muito da dignidade que ainda lhes resta.

Depois, o deboche: escolas com nomes de Arthur Bernardes, Cha II Sun, Castello Branco, Serelepe, Gasparzinho (homenagem a algum político-fantasma?), Ping Pong, Tancredo Neves, Amapat, Papai Noel, Snoopy, Parque Fazendinha (só para filhos de corintianos?), Branca de Neve (I e II !), Clube do Mickey, Shangrilá, Chapeuzinho Vermelho, Criança Esperança (homenagem à Rede Globo?), Fadinha Azul (em breve, teremos Fadinha Lésbica e Rei Herodes?, pergunta o Fausto Silva.), Zé Colméia… Na lista há até uma tal de “Castinauta”(???).

Numa cidade cujo secretário da Cultura (!!!) diz que o Brasil foi descoberto por Cristóvão Colombo, o povo só pode esperar que ela renasça das cinzas. De novo.

Pregado no poste: “A padroeira das autoridades é a santa ignorância?”

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