Cachorrada!

Quando gente e cachorro se juntam, sempre acontece o inesperado. Esse animal marca a vida do homem mais até do que seus parentes. As histórias são bonitas, emocionantes, feias, trágicas, engraçadas, cruéis, edificantes, exemplares, alegres – o cachorro está em todas. Na curso de jornalismo, o cachorro é usado na primeira aula para definir o que é notícia: “Se o cão morder o homem, nada demais; mas se o homem morder o cão…” Um amigo, o Lói, devolveu a mordida com outra, mas ele vivia numa cidade sem jornais nem jornalistas para contar a história.

É melhor ter um cachorro amigo do que um amigo cachorro – elogio e ofensa aos dois. Esse episódio também ficou famoso: foi relatado pela primeira vez numa dessas nossas conversas e já ganhou a Internet e antologias caninas. É que um dos irmãos do Lói precisava queimar balão-galinha para que seu cão, o Nick, fizesse xixi. Até hoje, nem o psiquiatra do Kennel Clube explicou esse comportamento estranho de cachorro que rejeita poste.

Se você for ao Cemitério da Saudade (cuidado com os bandidos que vivem ali), verá num túmulo a escultura de um homem deitado numa cama (o morto), segurando um relógio pela corrente e o fiel companheiro ao lado. Dizem que sua última fala foi chamar o cachorro.

Sempre haverá um fato melhor do que o outro. O último aconteceu semana passada e foi noticiado pelo jornal “Debate”, de Lins, e pela brava “Folha da Região”, de Araçatuba. Direto ao ponto: o dono tomou a vacina no lugar do cachorro! Esse é o fato. Agora, a versão do fato: “O homem contou que ao se aproximar do agente responsável pela vacinação pegou o animal nos braços e o segurou para ser vacinado. Sentiu uma fisgada no braço e pensou que fosse o cachorro que estivesse lhe dando uma unhada ao sentir a agulha. Mas ao olhar para o braço, viu que a agulha da injeção estava sendo aplicada no braço dele e não no bicho de estimação.”.

O vacinador jura que não estava de fogo. Deve ter confundido a manga da camisa do dono com a pele do cão, ambas marrons. E o veterinário João Gustavo Loureiro disse logo ao “Debate” que a vacina anti-rábica não traz nenhum risco à saúde humana.

Pregado no poste: “Enfim, ganhou o solteiro em vez da casada duas vezes.”

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