Briga de galo e de Cachorrão?

Tempos atrás, o repórter Ruy Motta fez uma reportagem consagrando um cidadão porque ele é querido pelos compineiros. Há quanto tempo Campinas sente falta de um servidor como o Gilberto Gambugg Filho, o Beto, do cachorro-quente do Cambuí? Tanto, que até hoje, a cidade fala com carinho e saudade daquele senhor suíço que vendia um hot dog todo especial, com purê de batata e molho secreto, num carrinho mais limpo do que sala de cirurgia, ali na Barão de Jaguara esquina com César Bierrnebach — na frente da Drogasil. Todo mundo conhecia aquele homem bom, discreto e querido. Ali ele trabalhou honestamente, formou os filhos e todos se orgulhavam de sua amizade. A Lojas Americanas, quartel-general dos jovens de Campinas, trouxe o hot dog para o Brasil, mas seu gerente reconhecia: “Nosso cachorro-quente é bom, mas o daquele senhor é insuperável.”.

Adivinhe o que aconteceu. A turma da dona Izalene baixou no Cambuí e proibiu o Beto de fazer o que fazia havia oito anos: trabalhar. Será que eles têm horror de quem trabalha? Pode ser. Longe do poder, qualquer greve, são os primeiros da fila (no poder são os primeiros a falar que os ex-companheiros estão “equivocados”.). Para eles, a prosperidade de quem trabalha causa comichão? Inveja? Despeito? Mania de perseguição? Levaram o mandato inteiro da dona Izalene para descobrir discutíveis irregularidades num trailer de cachorro-quente? Tanto tempo para agir não é atestado de incompetência? Desse jeito, quem têm de sair é a prefeita e sua turma, não o Beto. Os camelôs estão todos dentro da lei, alcaida? Mesmo vendendo produtos piratas? Ah, eles dão muitos votos! Entendi. Mas desta vez…

Foi só a reportagem ser publicada, mostrando que quem trabalha prospera, para a turma da prefeita procuar pêlo em ovo, liberdade em Cuba, agulha no palheiro… Dona prefeita, até o seo Lula reconhece como ele foi rídiculo quando, no início do PT, condenava dono de botequim por ser patrão.

Eu sei admirável prefeita, que para a senhora só vale vender cachorro-quente se o carrinho for estatizado, não é mesmo? Aí, teríamos a “Salsichabrás” e o sanduíche viria um dia sem salsicha e no outro sem pão. No seu reinado, oh esplendorosa ocupante do ‘Trono dos Jequitiábas’, seria instalada a “Cãopinas”, para explorar a venda de cachorro-quente. Perigo, majestosa alacaidessa. “Cãopinas” rima com propinas e… Será que… Beto!! Os fiscais… Não, duvido. Isso, não! Eles são muito honestos. Resultado: o Beto ficou 33 dias impedido de trabalhar. Tudo por nada. E ele diz que há outros coitados perseguidos.

(Dona Izalene, quando digo “seu reinado”, não digo coroa, não, viu? Outro dia, vi uma fotografia sua no jornal e a senhora está bonitona como o quê! A senhora prova que é falsa aquela teoria de que ao nascer uma mulher, Deus pergunta: “Quer ser bonita ou entrar na política?”)

Mas é por essa e todas as outras atitudes da sua turma que, no dia 3, o povo impos à senhora e a todos que a senhora enfiou na Prefeitura, uma ma-ra-vi-lho-sa derrota. A cidade já estava horrenda — ficou pior.

Pregado no poste: “Adiós, muchacha”

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