Bateu o sinal!

A primeira badalada soou desde Chicago. Era o Diotoko Kiam, que vem de lá para o jubileu de ouro dos formandos de 1959 do Colégio Culto à Ciência. Será dia 13, no Espaço Zanzara, das 12h00 às 17h00, à Av. José Bonifácio, 258. O Diotoko, que já chegou, mais o Alberto Naccarato e a Ana Maria Negrão organizam esse encontro. Basta ligar (19) 32552135 ou (19) 3744 6816, na Unisal e aderir.

Ela define como será:

“É como um filme às avessas. Sentimos o tilintar do Bonde 9, que tomávamos na ‘prainha’, Largo da Catedral, em frente à Casa Anauate. Até chegarmos ao colégio, aconteciam as paqueras. Segurando as cadernetas de marcar presença, entravam pelo portão feminino as meninas com as saias em xadrez miúdo preto e branco e, pelo portão masculino, os rapazes que, por vezes, necessitavam emprestar a gravata no barzinho. Ninguém ousava transpor os limites: elas de um lado; eles, de outro.

Ai se os alunos se atrevessem a olhar as meninas a fazer ginástica com calção pouco acima do joelho! A suspensão era certa. Mas valia a pena arriscar, para satisfazer as fantasias excitantes da rapaziada, com aquela pequena mostra de pernas.

Voltam à memória os inspetores de alunos a cuidarem do silêncio nos corredores, o ficar em pé para receber o professor, as provas orais com sorteio do ponto, a declamação de ‘Os Lusíadas’ ou dos poemas em francês. Ressoam as vozes dos inesquecíveis professores Sampaio, Lívio, Basílio, Hilton, Galvão, Moacir, Stucchi, Maria ‘Bonjour’, Águeda, Maria de Lourdes, Maria Helena, Mariinha, Jaques e tantos outros, respeitadíssimos, temidos e amados.

Nostálgicas são as lembranças daqueles que os olhos não mais podem ver — partiram. Estudava-se muito português, latim, inglês, francês, história, geografia, matemática, física, química, música… mas aprendia-se muito. Descoberta alguma traquinagem, o diretor Telêmaco Paiolli não poupava as páginas das cadernetas para advertências e suspensões. Sempre presente, Celina Duarte colocava os alunos alunos nos trilhos. Tempo bom!

Irrompe o desejo do reencontro. Vamos nos reconhecer? A vida nos levou a vários caminhos, perdemo-nos, mas a ansiedade de nos vermos novamente nos faz entender que o tempo não pára, apenas a saudade pára no tempo. Imaginamo-nos na sala de aula, perpassando o rosto de cada um que, talvez, agora, possua as marcas de uma grande trajetória. Acontecerá o momento mágico de confraternização.”.

Terça-feira, neste mesmo local, ex-alunos daqui e de fora que já confirmaram.

Pregado no poste: “Nosso sonho jamais acabou”

 

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