Bar aberto

Aquele, sim, era “o mundo maravilhoso das compras”. Dê uma olhada nas prateleiras: sodinha, paçoquinha de amendoim, rapadurinha de leite, doce de abóbora e de batata roxa, maria-mole, dadinho Dizzioli, pirulito Pelota, pirulito Zorro, bala Futebol (com figurinha fácil, difícil ou carimbada), biju de matraca sem matraca, bala Pipper, bala Tofe, bala Paulistinha… E tome bala!

Mais? Bala chita (Fabricada em Jaú pela família Tóffano.), sorvete Chicabom (Para homenagear a Carmen Miranda.), sorvete de groselha e de baunilha, maçãzinha, tubaína, drops dulcora (A delícia que o paladar adora, quadradinhos embrulhadinhos um a um, você quer um?), chocolate Pan e Sönksen, bala de goma e daquelas em forma de rodelas de abacaxi, limão, tangerina e laranja, embrulhadas em papel celofane transparente…

Aí, a Maria Regina, mulher do Renato Otranto, lembrou-se do suspiro na casquinha da Síber. E sentiu o gostinho de Vanete, Grapete, Seven up, Crush, Dan top (nome americano de merengue), pingo de leite… Grande desafio: aquelas tabelas para se furar e ganhar prêmios (O Guilherme Nucci, lá de Vitória do Espírito Santo, escreveu falando delas, mas nem ele nem eu, muito menos o Renato Otranto, com sua boa cabeça, nos lembramos mais do nome daquilo. O Guilherme furou no Bar do Voga e ganhou uma caixa de bombom. Como era bom!). Ia me esquecendo do pé-de-moleque. (Quem tem mais de 50 não come, para não quebrar o dente. Comi e quebrou, saco!).

O Mário Evangelista entra na conversa e conta esta delícia: “Já bebeu a Gengibirra, lá de Piracicaba? A propaganda dizia: ‘Tome Gengibirra, boa pra arrotar’.”. Não é uma farra?

Assim eram os bares da infância, assim era o bar do seo Kana Higa, perto do Centro de Saúde, na Zé Paulino. Numa noite, ele fechou o bar para a molecada jogar campeonato de dominó à vontade com o seo Felício, velhinho simpático, bugrino verde-roxo, que vendia verdura numa cestinha. Dois meganhas da Força Pública inventaram de proibir. Entraram no bar e saíram rapidinho. Também, Cadão tinha tomado sodinha e comido paçoquinha. Assim, não há cristão que agüente…

Pregado no poste: “E ninguém virou criminoso.”

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