“B” ?

Se não me engano, o último filme que vi no cinema foi “O pagador de promessa”, tempos em que Glória Menezes e Norma Bengell teriam saído de “Malhação” para a novela das seis. Nunca fui de esperar ansioso pelos premiados com o Oscar.

Filmes que marcam são os “B”, principalmente em preto e branco. Por exemplo: você viu “O mensageiro trapalhão”, de 1960, com o Jerry Lewis? Assisti no Ouro Verde, em 1960, mesmo. E nunca mais passou reprise nem encontrei em locadoras. Foi quando mais ri na vida, até fazer a querida Ana Rosa sair de cena em “Camas redondas, casais quadrados”, no Teatro Itália. Quando ela exclamou “Ih! P.Q.P.!” e derrubou a bandeja de sanduíches, meu Deus! A Maria Luísa Castelli parou e me disse cordialmente: “Se você não sair da sala, será impossível continuarmos”. Continuei a rir na sala de espera; nunca mais vi “Camas” e a Ana, só na TV. Grande Ana!

Incrível, antes do “Mensageiro”, passou outra obra de arte: “Floradas na serra”, com Jardel e a sagrada Cacilda Becker. Interpretou tão bem uma tuberculosa que chegou a passar a doença para alguns espectadores… A chanchada “É de chuá” vi sete vezes no Carlos Gomes, em 1958, com o Renato Restier e a Renata Fronzi, mulher do nosso César Ladeira. Outro “B” inesquecível: “O segredo de Santa Vitória”. A música é melhor do que o filme e Anthony Quinn, melhor do que os dois. Ah! Esse eu vi no Voga: “Trapézio”, com Burt Lancaster, Gina Lollobrigida e o topete do Tony Curtis. Tem um acrobata que faz um risco no chão e passa por baixo.

No Cinde Rádio, passou “O maior espetáculo da terra”, e um (claro!) cinematográfico acidente com o trem que leva o circo, seus bichos, seus artistas. Entre eles, James Stewart, o garotinho Charlton Heston e, cruzes!, Dorothy Lamour. Faltou falar de “Gigi”, com a Leslie Caron. Música magistral, inesquecível, mas nunca mais ouvi. Você sabe quem canta? Nem o Google me conta.

Agora, “B” bom é “B” brasileiro: todos com Oscarito, Grande Otelo, Ankito, Carmen Verônica, Jacqueline Myrna, Golias, Anik Malvil, Marivalda, Jece Valadão, John Herbert, Eva Wilma, José Lewgoy, Adelaide Chiozo, Eliana Macedo… Vixe! Essa lista não tem “FIM” nem “THE END”. Que bom! Então, até a próxima sessão.

Pregado num poste na porta da Infraero: “Seo Jobim, macaco velho não mete a mão em Cumbica”

 

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