Até ele

Já vi Papai Noel magro, careca, caboclo, negro, índio e japonês; Papai Noel assassino, pedófilo e ladrão. Até Mamãe Noel. Mas Papai Noel cachaceiro nunca, até ler esta história no blog da ‘blogirl’ Adriana Menezes, rainha do frevo e do maracatu desta redação. Ela mesma contará para nós, com direito à sombrinha e tudo:

“Cena digna de um curta-metragem: o fotógrafo chega ao Centro de Convivência Cultural à procura do Papai Noel, que ele deveria fotografar para uma reportagem, cuja entrevista já havia sido feita.

Com dificuldade de encontrar esta figura — que deveria estar vestida de vermelho, com botas e cintos pretos, barba branca e carregando um saco de brinquedos –, o fotógrafo sai em busca de informação. Pergunta a alguém da associação de expositores da feira de artesanato, a mesma que contratou o bom velhinho para contribuir com o clima natalino no local.

Finalmente, ele encontra a resposta: ‘Acho que não vai dar para fazer a foto hoje. O Papai Noel foi demitido’. Com cara de espanto e preocupação, ele pergunta: ‘Como assim? O que aconteceu?’ Sem rodeios, ela explica: ‘Ele estava bebendo muito em serviço e não tinha condições de trabalhar.’

No bar da esquina, o repórter-fotográfico dá de cara com o Papai Noel, já à paisana, mas ainda com alguns sinais do personagem. Sem dificuldade, ele confirmou o motivo da demissão quando viu os olhos vermelhos, a fala mole e o bafo de pinga perceptível a longa distância.

Quem viveu esta história hilária de Natal foi o grande fotógrafo e grande amigo Carlos Bassan, que poderia escrever um livro só de situações engraçadas pelas quais já passou ao longo dos seus não sei quantos anos de profissão (não sei quantos, mas são muitos).

Papai Noel demitido por embriaguez é mesmo o fim do sonho de Natal. Portanto, se por acaso ele não aparecer na sua festa e não levar presente, não foi a crise. O motivo do corte foi a cachaça mesmo.”

Você já pensou o que aquele correspondente do “New York Times” falaria sobre esse Papai Noel? Imagine o que um Papai Noel de pileque faria com os presentes. Ou um guarda de trânsito parando o trenó na Avenida Júlio Mesquita, para fazer o coitado soprar no bafômetro. O Carlos Bassan me disse que os olhos do coitado pareciam a camiseta do Flamengo. Com toda justiça, para os políticos ele só daria “ausentes” de Natal.

Pregado no poste: “No jantar com Carla Bruni e Sarcozy, Lulla trocará a aguardente por vinho francês?”

 

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