Aleluia!

Teresinha Ferrão comporá seu poema mais inspirado; Thelma Guimarães, um conto infantil digno do Nobel e mestra Célia Farjallat dará uma aula de civismo.

Dario Carvalho Jr. contará, em quadrinhos, o épico com que jamais sonhou.

Carlos Gomes deixará o monumento para reger a sinfônica com Benito Juarez.

Roberto Godoy, Sérgio Rondino, Miguel Jorge, Renato Otranto e Fausto Silva engolirão todos os sanduíches e chopes do Giovanetti.

Seo Pagano acordará e voltará a exibir sua alma campineira. E seo Orosimbo Maia sairá de corpo inteiro do busto que o homenageia, para aplaudir de pé.

Chico Biojone e Bernardo Caro perpetuarão na tela o momento mais soberbo do que “O Grito do Ipiranga”.

No bonde 9, seo Vignatti não cobrará passagem das crianças e fará reverências mil para a doutora Sílvia Brandalise: “Que honra tê-la nesta viagem, madame!”.

Santos Dumont chegará voando num 14-Bis todo branco.

Maria Monteiro Niza Castro Tank e o povo entoarão o “Hino à alegria”, conduzidas por Mariinha Mota Aguiar.

Em pé, na garupa de uma Lambretta prateada, Celly Campello virá como porta-estandarte da juventude de ontem, hoje e sempre.

Regina Duarte, Cláudia Raia, Carmem Sílvia Ramasco, Renata Ceribelli, Lídia Brondi, Valéria Monteiro, Paula, Vera Mossa, Maitê Proença, Sandy e Cláudia Pacce abrirão alas para a escola de samba “Showvendo Estrelas de Campinas” – Cilinho e Zé Duarte de mestres-sala.

Odete Valentim Domingos, Argemiro Roque, Elizabeth Cândido e os mestres Pedro e Dulce Stucchi, Otília Forster e Benedito Mezzacapa levarão a tocha olímpica. Em paz, Teresa Gozzi, de branco e preto, e Conceição, de verde e branco.

Á frente da bandeira, Barreto Leme, montado em seu Soraia de crina rubra, bradará: “Posamos nesta sombra e adiante armamos o berço desta terra”. Lá embaixo, seo Rosa — sorrindo, vitorioso.

Arcanjos da torre da Catedral tocarão as trombetas como sempre sonharam, com os sinos da Matriz para ribombar na Alvorada de “O Guarani”.

Nesta nossa praça maior, cônego Caram e padre Ambiel abençoarão o plantio do novo Alecrim de Campinas.

Pregado no poste: “Sonho ou pesadelo?”

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