A Super plá!

Há meio século, Campinas ganhou um som jovem, moderno, alegre, mais musical, jeito diferente de dar a notícia e falar de esportes. A Rádio Publicidade e Cultura entrava no ar, vibrando a freqüência de 1.390 quilohertz pelo prefixo ZYR 72. Ousadia do comendador Abel Pedroso e seu irmão Synésio, que já comandava a Rádio Brasil, “a que não perde uma, porque está em todas”, enquanto a Cultura chegou como “a mais ouvida”, e a PRC-9, já se anunciava “a mais popular”.

Fundadores se lembram hoje dos colegas de sempre: José Sidney, Omar Pinheiro Lucas, Pereira Neto, Alfredo Orlando, Vidal Ramos, Décio Clemente, Alfeu Stabelini, Oswaldo e Armando Guimarães, Lombardinho, Ary Bonturi Pontes, Marcolino Alberto, Toninho Rodrigues, Toninho de Almeida, Antônio Mendes Sansana, Durval ‘Getúlio Vargas’ Biondi, Otávio Ceschi, Odair Pimentel, Hermínio Grigolon Júnior…

Durante os anos 60s, outra fase de ouro, de Orlindo Marçal, Neide Ester Pires de Camargo, Geraldo Sussoline, Mário Melilo, Fauze Kanso, Zaiman de Brito Franco (um mestre), Luciano do Valle, Danglares Gomes… E talvez o radialista de maior sucesso na história do rádio da cidade: Sérgio Batista, criador do insuperável “Nos degraus do sucesso” – som onipresente nas manhãs de domingo. Nas noites da semana, ele vinha com dois campeões: “Bernardin’s Club” e “Rádio Baile”. Foi a primeira rádio de Campinas 24 horas no ar – “A Cultura jogou a chave fora”, dizia o slogan.

Desde o início dos anos 70s, a opção preferencial pelos jovens, sob o comando do querido Zito Palhares e do bom baiano Cunha Mendes.

Tempos do saudoso narrador Washington Luís de Andrade, que chamava a Cultura de “Rádio Super Plá, em alusão a uma novela de sucesso na finada TV Tupi, com Marília Pêra e Hélio Souto. E a molecada que gostava de fazer: Bambuzinho, Carlos Luz, Güerino Longhin, Feres Júnior, José Arnaldo Canisin, José Tejo Sigrist, Chico de Assis, Roberto Ginefra, Eduardo Bispo, José Luís Nascimento, Amauri Crocci, Paulinho ‘Fumaça’, Roberto Leite e eu. Todos aprendizes do Sussuline, Antônio Rodrigues, Ary B. Pontes, Mário Melilo…

Tempos de ouvir “Campinas Hit Parade”, “New Tops”, “A Cultura é sua”, “Vigésima Quinta Hora”, “Jato da Verdade”. “Paradona 70”, “Chá das Três”, modulados por uma equipe técnica espetacular: Gilson Campos, Edson Longo, José Carlos Kemparski, Pedro Lhamas, José Júnior Baltazar das Neves (errei de novo, Baltatinha?).

Amigo ouvinte, amanhã, neste mesmo horário, leia e ouça  aquela Rádio Cultura aqui  mo “Correio Popular”.

Pregado no poste: “Se é preciso ter Cultura, Campinas tem”

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