A lei? Ora, a lei…

 

Dizia o velho senhor A. de Barros, eterno suspeito em seu tempo, santo homem para os padrões políticos de hoje: “Para os amigos, tudo; para os inimigos, o rigor da lei.”. A ele atribuem a frase “Roubo, mas faço.”. Portanto, não foi o “Maluf que fez”… Duvido dos dois. Começou a insuportável campanha eleitoral para alcaides, alcaidessas, vereadores e vereatrizes. Por um voto, prometem o mundo, o fundo até os fundilhos. Fazedores e executores de leis martelarão nossa paciência (não traia sua consciência) até o dia em que formos obrigados a enfiar o nome deles nas urnas. Nem que seja nulo. Depois… Depois? Quá, qua-quara-quaquá!

Quer ver por onde começa a enganação? Vão prometer emprego. Houve um que prometeu dez milhões; e, no cargo, já alcança a marca — de dez milhões de desempregos. Lembra? Também prometeu um salário mínimo digno, mas brigou com o Congresso por causa de R$ 15,00 – dinheiro de pinga, como se diz. Mas é bom não falar em pinga porque há risco de expulsão do País. Veja! Na terra da cachaça já é perigoso falar em pinga…

Vem ai um agito no mercado, maior que o de Copa do Mundo. A campanha emprega um monte. Motoristas, taxistas, estrategistas, lobistas, eletricistas, jornalistas, analistas, cinegrafistas, modistas, recepcionistas, costureiras, marqueteiras, cozinheiras, lancheiras, faxineiras, carpideiras, enfermeiras, porta-bandeiras, motoqueiros, mensageiros, baderneiros, panfleteiros, palpiteiros, sanfoneiros, pesquisadores, atores, torcedores, assessores, locutores, cantores, vendedores, animadores, articuladores, agitadores, iluminadores, consultores, crianças, seguranças, camelôs, gigolôs, babalaôs, atrizes, meretrizes, fiscais, médicos, advogados, modelos…

Mas o cargo só empregará familiares, apadrinhados, amigos, vizinhos, bofes, amantes, amásios, pais e mães – até de santos.

São justamente esses candidatos a executores e fazedores de leis que empregam tanta gente. Pergunte aos contratados se eles recebem, ao menos, o salário mínimo – ainda que seja o do Lula que está no cargo, não o que esteve no palanque. Você verá como a lei é jogada no lixo. Depois, procure saber de cada um se trabalha com a carteira profissional assinada, se tem direito a vale-transporte, cesta básica, direitos previdenciários e ao atendimento médico – como manda a lei que eles pretender executar e fazer. Sabe quantos? Quá-quara-quaquá! Depois da eleição, veja quantos foram vítimas de calote de candidatos.

Se você encontrar um daqueles trabalhadores sem os direitos trabalhistas garantidos, não vote no candidato para o qual ele trabalha. O dito cujo engana você desde a hora em que pede seu voto.

Pregado no poste: “Eleitor não pode ser cúmplice”

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