17 X 10

(No intervalo do jogo Brasil X Costa Rica, a televisão mostrou uma festa junina não sei onde e a repórter anunciou que a farra vai durar um mês. Pensei em duas perguntas que a jornalista não fez: 1. Se o Brasil não seguir em frente, a farra continua? 2. Enquanto o povo daquela cidade faz festa, quem paga a conta de tamanho ócio? Respostas: 1. Sim. 2. Nós.)

Contei um por um: a Costa Rica perdeu 15 gols. O Brasil, cinco. Nelson Rodrigues diria que o “placar moral” foi 17 X 10 para a Costa Rica. E bastou sua seleção jogar um tostão de bola, durante dez minutos, para pôr o Brasil na roda no começo do segundo tempo. O time brasileiro não tem defesa e, sorte nossa, até aqui os nossos adversários não tiveram ataque.

E assim, vamos para as oitavas de final, líderes do grupo. Mas ninguém se esqueça de como chegamos lá – dos artifícios que nos favoreceram na vitória contra a Turquia que, Deus é justo, também passou para a nova fase. (Você viu? O goleiro da Costa Rica é a cara do Roberto Carlos!).

Campeões da chave mais fácil desta Copa, graças ao “presente” involuntário do Pelé, que sorteou seus componentes, nem os jogadores brasileiros conseguem avaliar o próprio desempenho depois de três partidas. Tivemos adversários fraquíssimos, aqueles que entram para cumprir tabela e animar o início da competição. Turquia, China e Costa Rica são como aquelas matérias de antigamente, no curso ginasial, lembra? Canto Orfeônico, Trabalhos Manuais… Aulas deliciosas, necessárias, inesquecíveis, cujas notas serviam para elevar a média geral. Ou você conhece alguém reprovado em Canto e Trabalhos Manuais?

A esta hora você já sabe quem será nosso próximo adversário. Aquele grupo está embolado, mas, cá pra nós, não é só no time japonês que “é tudo japonês”. Os donos da casa vão se estropiar para faturar a Tunísia e fugir do Brasil – não sei por que. Então, a seleção do Brasil deverá pegar a Rússia ou a Bélgica. Fraco por fraco, mais fácil é a Rússia, que não oferece perigo desde que deixou de ser “União Soviética”. A Bélgica é uma mistura do futebol dos próprios primos: Holanda e França. Como os holandeses não vieram e os franceses já foram, será que os “belgicanos” não seriam mais fáceis?

 

 

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